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Postada em 19/01/2018 ás 09h28 - atualizada em 19/01/2018 ás 09h34
Morte de músico eleva alerta para febre amarela em Minas
Cantor e compositor, Flávio Henrique Alves é a 17ª vítima a morrer no Estado; ele não havia se vacinado.
Morte de músico eleva alerta para febre amarela em Minas

Comoção. Amigos e artistas se emocionaram durante velório do músico Flávio Henrique ontem em BH - Foto: Douglas Magno

Minas Gerais registrou, nesta quinta-feira (18), mais duas mortes confirmadas por febre amarela, ocorridas em Belo Horizonte e em Nova Lima, na região metropolitana. A letalidade da doença se aproxima de 71% no Estado, que soma 17 óbitos em 24 casos. As vítimas têm entre 31 e 69 anos de idade e possuem algo em comum: nenhuma delas teria se vacinado.



Um dos mortos é o cantor, compositor e presidente da Empresa Mineira de Comunicação (EMC), Flávio Henrique Alves de Oliveira, 49, que faleceu nesta quinta na capital, causando comoção no meio artístico. Ele estava internado no hospital Mater Dei desde o dia 11 de janeiro. A suspeita de amigos é que Flávio Henrique tenha contraído a doença em Casa Branca, distrito de Brumadinho, na região metropolitana, onde havia adquirido uma casa recentemente, próximo a uma mata. “Ele assumiu mesmo que não se vacinou e alertou a todos nós”, disse o amigo de Flávio, o cantor e compositor Pedro Morais.



O outro óbito registrado nesta quinta-feira é o de um trabalhador rural de 46 anos, morador de Nova Lima, que também estava internado. A cidade é a que tem mais registros de febre amarela em Minas no ano – são seis mortes e um caso confirmados. Outro paciente está com suspeita da doença.



Letalidade. De acordo com o Ministério da Saúde, a maioria das pessoas infectadas pelo vírus da febre amarela melhora após os sintomas iniciais, como febre, dor de cabeça e fadiga. Cerca de 15% dos casos desenvolvem a forma mais grave da doença, que pode matar até metade desses pacientes. A doença evolui rapidamente, causando hemorragias, icterícia (coloração amarelada da pele e dos olhos) e, em alguns casos, insuficiência de órgãos. Se não for tratada rapidamente, a febre amarela pode levar à morte em cerca de uma semana.



Em Minas, 71% dos casos confirmados evoluíram para óbito. Segundo a médica patologista clínica e diretora técnica do laboratório Geraldo Lustosa, Luisane Vieira, muitos casos da doença não são diagnosticados.



“O que acontece é que tem gente que pega o vírus e basicamente não tem nenhum sintoma. Outras pessoas têm sintomas parecidos com o de uma viroses, como a dengue, e nem procuram o médico”, pontuou. “Eu acredito que, na forma leve, provavelmente o diagnóstico não está sendo dado ou dado como virose, dengue, ou coisas que a gente está mais acostumado a ver”, afirmou.



LUTO



Minas. O governador de Minas, Fernando Pimentel (PT), decretou nesta quinta-feira luto oficial de três dias no Estado pela morte do cantor, compositor e presidente da Empresa Mineira de Comunicação, Flávio Henrique.



Artistas se mobilizam em campanha



Após a morte do cantor e compositor Flávio Henrique Alves de Oliveira, o meio artístico pretende se mobilizar em uma campanha de incentivo à vacinação contra a febre amarela. “Muito triste perder uma pessoa tão nova por causa de uma picada de mosquito. Vários artistas, como Tizumba, Titane e Marina Machado, estão se mobilizando para fazer disso um alerta para a população. Acho que os artistas têm um papel importante nisso”, disse o músico Vitor Santana.



Colega de banda e amigo de Flávio Henrique, o músico Pedro Morais ressaltou a importância de todos se vacinarem. “Isso pode acontecer com qualquer um de nós”, lembrou.



Em Belo Horizonte, a cobertura vacinal contra a febre amarela é de 86% – a meta da prefeitura é vacinar 95% dos moradores da cidade. Em Minas, a cobertura vacinal é ainda menor, de 82%. A estimativa é que 3,5 milhões de pessoas ainda não se imunizaram no Estado.



Investimento. Um levantamento do jornal “O Globo” aponta que, em meio a surtos de febre amarela, o governo federal não só não avançou, como reduziu em 33%, no ano passado, os repasses para ações voltadas a situações de emergências epidemiológicas.



Valores. O investimento nessas atividades em relação a 2016 (incluindo construção, modernização e aquisição de equipamentos para centros de controle, vigilância e prevenção de zoonoses) caiu de cerca de R$ 30 milhões para R$ 20 milhões.



Fonte. Os dados têm como base o Sistema Integrado de Planejamento e Orçamento do Governo, e os valores foram corrigidos pelo IPCA de 2017.



Por Pedro Ferreira e Rafaela Mansur - OTempo




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