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Postada em 27/01/2018 ás 12h02 - atualizada em 27/01/2018 ás 12h02
Emprego com carteira assinada cai pelo 3º ano consecutivo
País fechou 2017 com 20,8 mil vagas a menos, mas em 2015 e 2016 situação foi bem pior
Emprego com carteira assinada cai pelo 3º ano consecutivo

Construção civil fechou 103.968 vagas formais em 2017

No terceiro ano seguido com cortes no mercado formal de trabalho, o Brasil fechou 20.832 postos com carteira assinada em 2017, segundo dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), divulgados nessa sexta-feira (26) pelo Ministério do Trabalho. Apesar do resultado negativo, o saldo do ano passado é melhor do que o registrado em 2015 (fechamento de 1,5 milhão de vagas) e em 2016 (encerramento de 1,3 milhão de postos de emprego). Nesses três anos de redução de postos de trabalho, o Brasil perdeu mais de 2,8 milhões de vagas com carteira assinada. No ano passado, foram registradas 14.635.899 admissões e 14.656.731 demissões no mercado formal brasileiro.



Com o corte de vagas em 2017, o Brasil fechou o ano com um estoque de 38,29 milhões de empregos formais. Esse é o estoque mais baixo desde o fim de 2011, quando 38,25 milhões de pessoas ocupavam emprego com carteira assinada no país. Os dados do Caged também confirmam que a redução da taxa de desemprego geral no país acontece por causa do emprego informal e autônomo. Segundo o IBGE, a taxa, que era de 13,7% no início do ano, fechou em 12% no trimestre encerrado em novembro. O número de empregados sem carteira assinada chegou a 11,2 milhões no período, alta de 6,9% ante o mesmo período de 2016. Já o número de trabalhadores por conta própria somou 23 milhões de pessoas, alta de 5% na mesma comparação.



Para Mário Magalhães, coordenador de estatística do Ministério do Trabalho, a partir de agora, o país vai voltar a gerar empregos formais. Essa, no entanto, era a expectativa do governo para 2017, o que acabou não ocorrendo. “Para nós, esse dado (resultado de 2017 do Caged) significa estabilidade de emprego. Nós tivemos oito resultados mensais positivos em 2017, ao contrário de 2015 e 2016”, disse Magalhães.



O Ministério do Trabalho ressaltou que o resultado do mês passado é sazonal e não tem relação com a reforma trabalhista, que entrou em vigor em 11 de novembro. Nesse mês, o saldo foi negativo em 411 mil. Já em dezembro, o país perdeu 328 mil empregos com carteira assinada.



Desempregada desde novembro de 2017, a administradora de empresas Priscila Cossenzo, 36, apostou na revenda de semijoias para complementar a renda. Apesar da mudança do emprego formal para a instabilidade do trabalho autônomo, ela já começa a ver futuro na nova função. “É complicado e exige muito de mim, mas tem valido à pena, pois ajuda no sustento da minha família”, explica. Ela conta que o que ganha com a revenda das mercadorias não chega a 70% do que recebia quando estava empregada formalmente, e que foi preciso enxugar alguns gastos para não fechar o mês no vermelho. “Precisei fazer um investimento muito alto no início, e foi preciso cortar salão de beleza, TV a cabo e telefone. Ainda não estou tendo lucro, mas as contas estão em dia”, diz.



Já Bruno Santos, 31, sem oferta de emprego desde 2015, precisou virar trabalhador autônomo. Ele agora é taxista. “Foi uma saída, mas quando chega no fim de ano ou nas férias você percebe que os benefícios não existem mais”, diz. E não foi só o desemprego que fez a maquiadora Fernanda Rosa, 28, abandonar o diploma de engenharia de produção e seguir como trabalhadora informal. “Hoje, eu ganho mais do que quando trabalhava na área. Eu trabalhava numa função inferior e meu salário não era compatível ao do mercado”, garante a maquiadora, que pretende começar a pagar a previdência privada em 2018. (Com agências)



Minas contratou mais do que demitiu



Em Minas Gerais, a taxa de demissões e de contratações caminhou de forma parecida, com variação positiva de 0,19%, segundo os dados divulgados nessa sexta-feira (26) pelo Caged. Ao todo, foram 1.338.406 trabalhadores admitidos, enquanto 1.332.227 foram dispensados do trabalho formal.



O setor que mais sofreu ao longo do ano, segundo o levantamento, foi o de Serviços Industriais de Utilidade Pública (SIUP), com queda de 2,52% no volume de admissões. Foram 4.590 contratações contra 5.460 demissões. A administração pública fechou o ano de 2017 com saldo positivo no número de contratações formais, já que 7.793 pessoas foram admitidas, enquanto 6.132 foram desligadas de seus empregos, uma variação positiva de 2,2%.



Análise. Conforme o economista do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), Cesar Andaku, o número nacional apresentado pelo Caged era esperado e representa a retomada lenta, mas progressiva, da economia. “Alguns indicadores já mostram dados favoráveis, mas o mercado de trabalho é mais lento”, avalia. Segundo ele, o crescimento do emprego informal é um dos responsáveis pelo aquecimento econômico.



Por Raquel Penaforte - OTempo





 


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