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FEBRE AMARELA
Postada em 30/01/2018 ás 10h26 - atualizada em 30/01/2018 ás 18h06
Mico-estrela encontrado em Caetanópolis morto por febre amarela em novembro, ajudou no combate à doença no município
O macaco é um importante animal que contribui na proteção contra a febre amarela
Mico-estrela encontrado em Caetanópolis morto por febre amarela em novembro, ajudou no combate à doença no município

Imagem ilustrativa

O macaco é um animal fundamental na natureza. Por se alimentar de frutos, as sementes descartadas por ele nas florestas e matas, contribui na preservação do meio ambiente. Infelizmente, a preocupação com a febre amarela e a desinformação leva pessoas a matarem macacos, o que é um crime ambiental, com pena de até um ano de prisão e multa.



De acordo com especialistas, os macacos não transmitem a febre amarela. Ao contrário, são tão vítimas da doença, quanto os seres humanos.  O vírus é transmitido pelos mosquitos “hemagogus e sabethes”, que vivem nas copas das árvores, e preferem o sangue dos macacos.



Assim sendo, o animal é importantíssimo para as autoridades sanitárias, atuando como aliados no combate à doença, porque quando um deles é encontrado com febre amarela numa floresta ou parque, por exemplo, isso é um sinal para as autoridades, que podem isolar a área ou liberar o acesso só para quem foi vacinado.



Em Caetanópolis, quase toda a população já foi vacinada contra a febre amarela. No dia 8 de novembro, na Comunidade do Pascoal, ao lado da BR, pertencente ao município, um micro-estrela havia sido encontrado morto às margens da rodovia. Na ocasião, a Vigilância Ambiental de Caetanópolis realizou os procedimentos padrões, abrindo um raio de 400 metros em busca de outros animais, não sendo encontrados.



Segundo a Ascom da Prefeitura, o animal foi encaminhado para que fosse feito a “epizootiase” para febre amarela e o resultado foi positivo. A partir daí, todos os moradores da Comunidade do Pascoal foram vacinados de casa em casa, estendendo-se à população do município de Caetanópolis.



Portanto, o macaco contribui muito para indicar possíveis pontos de febre amarela e não pode ser agredido ou morto pelas pessoas, o que é um ato de ignorância absoluta. Para o pesquisador do Instituto Oswaldo Cruz, Ricardo Lourenço, a situação é tão grave que pesquisadores do Instituto estão em campanha nas redes sociais. “Nós não vamos nos proteger matando macacos. Os macacos são vítimas da infecção e nos ajudam a identificar onde há transmissão de fato. Então nós não temos que matar macaco. Matar macaco não serve para absolutamente nada”, afirmou Lourenço.



Da Redação/G1/Ascom da Prefeitura de Caetanópolis





 


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