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Postada em 31/01/2018 ás 12h31 - atualizada em 31/01/2018 ás 12h31
"Doença do beijo" é perigo no Carnaval
Vírus transmitido na saliva causa febre, dor no corpo e mal-estar
"Doença do beijo" é perigo no Carnaval

Que Carnaval combina com azaração e paquera ninguém tem dúvidas. Por todo o Brasil, a festa explode em alegria, fantasias e sedução. Mas o perigo mora ao lado. Conheça mais sobre mononucleose, popularmente conhecida como "doença do beijo", e saiba como se prevenir.



A infecção viral, causada pelo vírus esptein-Barr, acomete, principalmente, pessoas com idade entre 15 e 25 anos. A infecção que leva à patologia ocorre com o contato com a saliva contaminada. O infectologista Glaydson Ponte, do Hapvida Saúde, ressalta que o beijo é somente uma das formas de transmissão do vírus, que pode contaminar outras pessoas por meio de tosse, espirro e resquícios de saliva, presentes em objetos de uso pessoal, como xícaras e copos. Ainda segundo o especialista, a doença é mais comum em pessoas que deixam a desejar na higiene pessoal da boca. O especialista lembra que o vírus, normalmente, é transmitido na fase aguda da doença, mas ele pode ficar no organismo contaminado e ser transmitido a outras pessoas até um ano depois da contaminação.



Sintomas Apesar de ser muito comum, a doença do beijo pode não apresentar nenhum sintoma, pois isso depende de cada organismo. Segundo o infectologista, quando os sintomas se manifestam, em geral, causam febre alta, dor na garganta com pus nas amígdalas, tosse, dores nas articulações e surgimento de gânglios no pescoço, podendo progredir para outras áreas do corpo. “Pode ocorrer ainda dor abdominal com aumento de baço e fígado, o que pode confundir algumas pessoas e o diagnóstico errado é uma preocupação, pois leva a medicação equivocada também”, alerta.



Tratamento Por se tratar de uma virose, ou seja, doença causada por vírus, o ciclo é autolimitado e, em poucos dias, no máximo duas semanas, a pessoa pode se restabelecer. Entretanto, o infectologista alerta que algumas pessoas levam até meses para recuperar níveis de energia semelhantes aos anteriores à enfermidade. Não há tratamento específico para a doença do beijo, apenas medicação para os sintomas, como dor e febre. Além disso, vale também manter o repouso e constante hidratação. E já sabe: se você pelo menos desconfiar que já teve a doença há menos de um ano, evite sair distribuindo beijos no Carnaval.


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