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URINA VIRA ADUBO
TECNOLOGIA
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URINA VIRA ADUBO
Postada em 12/02/2018 ás 16h37 - atualizada em 12/02/2018 ás 16h37
Urina do Carnaval de BH será transformada em adubo
Em fase de teste, projeto do Departamento de Química da UFMG transformará xixi dos banheiros químicos em material fertilizante
Urina do Carnaval de BH será transformada em adubo

Foto: Mariela Guimarães

Não só de confetes, serpentinas e muita movimentação turística viverá o Carnaval de Belo Horizonte. A folia também vai dar uma passeada pela sustentabilidade transformando em adubo a urina dos banheiros químicos disponibilizados para a festa. No total, seis banheiros servirão de teste para o experimento que nasceu da Universidade Federal de Minas Gerais.



O químico Arthur Silva, que também é estudante da UFMG, conta que um material foi desenvolvido dentro do Departamento de Química da universidade, por meio de um núcleo de tecnologias ambientais, e servirá como uma espécie de esponja para absorver o fósforo proveniente da urina. Em formato de sachê, o material ficará submerso nos tanques dos banheiros químicos. “Esse sachê contém, entre outras coisas, um material utilizado na agricultura que é o serpentinito. A gente deixa ele da manhã até o final da noite. Quando o tanque fica cheio a gente remove o sachê e no final dos quatro dias do carnaval a gente vai fazer um tratamento de desinfecção e trituramento desse material para que ele seja usado como fertilizante”, explicou.



Segundo Silva, a cada 100 gramas de material, recupera-se dez gramas de fósforo. Dentro de um mesmo banheiro, são produzidos diariamente cerca de 200 litros de urina. Para recuperar o potencial total de fósforo presente dentro de um tanque, cerca de 500 gramas de material serão colocados por dia em cada banheiro. Ao todo, serão produzidos cerca de 10 quilos de material. Seis banheiros estão sendo utilizados. Dois deles estão fixos na avenida Brasil e os outros circularam em quatro diferentes blocos de BH. No sábado ficou na Praça da Liberdade, no domingo no Santa Tereza, no bloco da Esquina, nesta segunda-feira estará no Barreiro, no bloco Filhos de Tcha Tcha, e na terça-feira no Santa Efigênia, no bloco do Peixoto.



Ainda segundo o químico, medida tem boa economia e surgiu como forma de conter desequilíbrios ambientais. “Uma das demandas que surgiram para nós foi a remoção e recuperação de fósforo de líquidos, porque o fósforo em excesso pode provocar desequilíbrios ambientais. A gente percebeu que uma das principais matérias primas negligenciadas de fósforo é a própria urina humana, que a gente só faz no banheiro e ninguém se preocupa em recuperar. A gente trata com estações de tratamento, mas não há recuperação desse fósforo, que tem um valor econômico interessante. A gente começou a pensar em muitas tecnologias que poderiam ser utilizadas e uma coisa interessante que a gente percebeu  é que quando chega na estação de tratamento, o fósforo está muito diluído apesar de ele ser muito abundante. Então é muito interessante recuperar o fósforo quando ele está concentrado. E o melhor lugar pra conseguir fósforo concentrado é nos tanques de banheiro químico”, afirmou.



Uma parceria com a Fundação Zoo-Botânica também é estudada pelos químicos. Ideia é que fundação conduza os testes. “A gente fez uma parceria e ainda estamos conversando com a fundação para conduzir testes de fertilização no Jardim Botânico de Belo Horizonte. Mas a gente vai separar mais ou menos um quilo desse material para conduzir testes em laboratório. Esse projeto é piloto, ainda precisa de algumas análises, porém a gente assume que esse material vai ser um bom fertilizante porque o material sem o fósforo já é utilizado na agricultura”, explicou.



Para o presidente da Belotur, Aluizer Malab, projeto é uma das inovações apresentadas pela prefeitura. “A gente tem que aproveitar esse evento, essa movimentação de pessoas então estamos investindo tudo. Foi uma felicidade encontrar esse projeto já em andamento na química da UFMG e a gente tem com eles um termo de cooperação. A gente pretende avançar isso não só com a química, mas na universidade como um todo. A gente tem que aproveitar essa oportunidade. O xixi é o maior residual do carnaval. Se a gente tem algum ponto positivo dele, a gente tem que investir”, afirmou.



Por Mariana Nogueira - OTempo




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