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GREVE GERAL
Postada em 29/04/2017 ás 13h50 - atualizada em 29/04/2017 ás 13h50
Lideranças da greve calculam que mil pessoas saíram às ruas
Ato público uniu sindicatos e movimentos sociais contra as reformas
Lideranças da greve calculam que mil pessoas saíram às ruas

Ato público em Sete Lagoas reuniu mil pessoas, segundo organizadores do ato público (Fotos Caio Pacheco)

Mais de 60 cidades em Minas Gerais realizaram atos públicos contra as reformas previdenciária e trabalhista propostas por Temer. O dia 28 de abril foi marcado por manifestações em todo o país. Em Sete Lagoas o ato público saiu do Terminal Urbano de Transporte Coletivo, passou pelas principais ruas comerciais do centro, chegou à Praça Alexandre Lanza e retornou ao terminal. Ao fim da manifestação, que durou mais de uma hora, a reportagem do Megacidade.com ouviu as lideranças que organizaram o ato. Confira.



Francisco de Paulo, presidente do Sinpaf Sete Lagoas



O ato público foi bastante promissor , os trabalhadores de Sete Lagoas compareceram fortemente, aderiram ao movimento. Do ponto de vista político e social o ato foi pacífico, equilibrado e acredito que a gente mostrou aqui hoje pro Governo Federal, pro Governo Estadual, para a Prefeitura quais são as intenções dos trabalhadores frente a essas reformas. Acredito que os trabalhadores não querem a reforma trabalhista, não querem a reforma previdenciária, não querem a terceirização. Os trabalhadores querem diálogo, querem ser representados.



Valéria Morato, presidente do Sinpro Minas



Sete Lagoas mostra que os trabalhadores estão em um momento de mobilização e luta. Vieram para as ruas, ocuparam as ruas para dizer não à reforma trabalhista, não à reforma previdenciária, não a esse governo ilegítimo que está aí, não à terceirização e demonstraram força coragem e unidade. Estiveram nas ruas trabalhadores do campo, trabalhadores da cidade, estudantes, várias categorias em unidade contra as reformas e estarão nas ruas até que as reformas sejam derrubadas.





José Geraldo, diretor regional em Sete Lagoas da Saae-MG (Sindicato dos Auxiliares de Administração Escolar de Minas Gerais)



Já estivemos hoje em Belo Horizonte, fizemos uma passeata debaixo de chuva, mas sentimos a necessidade de que é preciso lutar é preciso ir em frente. Estamos aqui representando todos  os auxiliares de administração escolar. A briga agora não é com o patrão, a briga agora é com o governo e com os deputados que estão votando contra o povo.  Eles votam a favor da reforma, que não são reformas, pois tiram os direitos do trabalhador.



 



 



Beatriz Cerqueira, presidente da CUT-MG



Foi um ato fantástico porque, primeiro, foi um ato de unidade de vários sindicatos, um ato que envolveu a juventude. Então, tem uma característica muito importante. Mas o que achei mais importante, mais interessante foi que, ao dialogar com a população durante a passeata, as pessoas nos ouviam. As pessoas estavam atentas tentando compreender  que reformas são essas que ninguém está explicando para elas. Então nós conversamos com os trabalhadores do comércio, conversamos com as pessoas que estavam circulando aqui na cidade, e a recepção foi muito positiva. Então, o ato em Sete Lagoas cumpriu sua missão de greve geral porque as categorias pararam e vieram para a rua. O diálogo com  a população é muito importante e o ato público fez isso. Parabéns aos sindicatos aqui da região.



Nós realizamos atos em mais de 60 cidades mineiras nessa mesma perspectiva de construção de unidade entre os sindicatos. A presença da juventude é muito importante porque quem tem falando para a juventude sobre essas  reformas têm sido os grandes meios de comunicação, que têm seus interesses que são diferentes dos nossos. Estão dizendo, por exemplo, que  a reforma trabalhista é boa, vai modernizar o país, que a reforma da Previdência é essencial, porque se não reformar agora eles não vão se aposentar. São mentiras. O Governo faz essas reformas para retirar direitos e para não fazer as reformas que são essenciais e necessárias para o País, por exemplo, a reforma tributária. Como você explica que um trabalhador paga mais do que acionistas de qualquer empersa? Se você tem helicóptero você não paga impostos, mas sem tem um Fusca, paga? Então é a Reforma Tributária que a gente deveria estar discutindo no País se tivéssemos um Congresso Nacional sério. Estaríamos discutindo a Reforma Política, que também é fundamental para o momento que estamos vivenciando. Esse sistema político faliu. É necessário que a sociedade brasileira repense qual é o modelo político. Os jovens nas ruas é muito importante, tem efeito multiplicador. Será a geração jovem que convencerá seu pai, sua mãe, para lutar contra essas reformas.



A nossa luta é para derrotar essas reformas. Se a reforma trabalhista se tornar lei, o que nós que conhecemos do mundo do trabalho vai acabar! As pessoas não estão tendo a dimensão de tudo, porque o Congresso vota rápido é para isso, para que as pessoas não compreendam tudo o que está acontecendo, vai acabar o mundo do trabalho como nós conhecemos, vai acabar a Justiça do Trabalho e não vai aumentar emprego. O que aumenta emprego não é reforma trabalhista. O que aumenta emprego não é reforma trabalhista e não é reforma previdenciária, mas sim política econômica. A política econômica do Temer hoje vai gerar mais desemprego . A nossa luta é para que essas reformas sejam derrotadas e na medida em que a população compreende, ela passa a se indignar. Essa indignação é que pode fazer com que a gente pressione de fora para dentro o Congresso Nacional.



Hoje vivemos uma excepcionalidade no Brasil. O Michel Temer não foi eleito presidente da República. Michel Temer só é presidente hoje porque assumiu compromissos com grupos políticos e econômicos para fazer essas reformas, reforma da Previdência, reforma trabalhista e a terceirização. Então hoje ele só é presidente para retirar direitos. Ele não foi eleito presidente. Quando a gente vota para prefeito, para governador, para presidente, a gente vota em um plano de governo. Esse plano de governo foi o plano de governo que a população brasileira derrotou nas urnas em 2014. A população brasileira náo quis menos educação , menos saúde, menos segurança pública. Ela disse o contrário. Então, nós vivemos uma situaão de excepcionalidade, porque nós tivemos a retirada de uma presidenta que não cometeu  crime de responsabilidade, Você pode gostar dela ou não, mas a gente tem que respeitar quem foi democraticamente eleito. Tivermos vários governadores aqui em Minas que não gostei, que achei que não governavam. Olhe para a história dos professores mineiros, o tanto que nós já sofremos. Mas eles não foram eleitos democraticamente pela população mineira? Então tem o direito de terminar o seu mandato. A retirada dela para que ele entrasse foi para que cumprisse essa agenda de retirada de direitos. Então, esta é uma conjuntura excepcional e a gente precisa ficar muito atenta, porque para eles darem novos golpes para impedir eleições eu não duvido com esse Congresso que está aí.





 



Maria do Carmo Cristelli, coordenadora do SindUte/Sete Lagoas



Nós saímos pelas ruas de Sete Lagoas, demos o recado, a população entendeu. Realizamos essa linda passeata, acredito que tinham mais de mil pessoas, e juntamente com outros sindicatos, com outros movimentos sociais, foi muito positivo. Nós paramos as ruas de Sete Lagoas hoje, dialogando com a população sobre as reformas a da Previdência e a trabalhista. E a terceirização que tanto retira direito de todos os trabalhadores. O trabalho é difícil, mas a população está se conscientizando , sendo receptiva. Nós estamos saindo de uma greve, desde o dia 15 de março que estávamos em greve, e estamos tentando informar com panfletos, termos realizado vários debates, e a população está entendendo isso. O que precisa é ter um entendimento maior, mas estamos conseguindo chegar em todo mundo. O povo tem que estar na rua. Precisamos pressionar os deputados federais e os senadores porque eles são eleitos por nós. No ano que vem nós temos eleição, eles são eleitos por nós. O grito que estamos colocando é esse: se votar não volta.  Temos que ir às bases dos deputados para que o povo possa cobrar o posicionamento contrário a todas essas reformas.



 





 



Geraldo Francisco Barbosa, Tcho, Movimento dos Trabalhadores Cristãos (MTC)



Cristão tem que acreditar que mudanças sejam possíveis, que a  libertação seja possível, e nós estamos nessa luta é por libertação. Ela aconteceu, por exemplo, com Moisés dentro do impossível, sair do Egito , atravessar o Mar Vermelho atravessar o deserto, 40 anos de  luta. Nós estamos dispostos a lutar. Nem que seja durante 40 anos também! Mas esperamos que não seja necessário tanto tempo. Mas o cristão é aquele que espera que as boas novas cheguem a todo mundo. Nós estamos lutando para que isso aconteça. Não é possível que mudanças como as que estão sendo propostas continuem avançando. Aliás, essas mudanças não avançam, elas regridem. Com meus 82 anos de idade, a gente percebe a seguinte coisa: o que eles estão falando que é modernização, é o Brasil voltando para dois anos antes da abolição da escravatura! É o Brasil voltando ao ano  de 1886, quando em Chicago (EUA), houve o grande grito para que houvesse justiça a favor dos trabalhadores, para que houvesse jornada de trabalho definida. Nós estamos voltando a um tempo anterior a isso, com as reformas que o Temer e o Congresso Nacional estão tentando empurrar para nós. Goela abaixo. A classe trabalhadora vai tomando consciência de que nós não podemos aceitar isso. Não significa avanço algum. Significa retrocesso.




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