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Postada em 04/11/2017 ás 10h41 - atualizada em 04/11/2017 ás 10h41
Metalúrgicos e FIEMG fecham convenção coletiva
Reajuste fica em 1,2%, mas sindicalista Ernane Dias ressalta que governo manipula INPC, índice que corrige os aumentos salariais e destaca que direitos de estabilidade foram assegurados
Metalúrgicos e FIEMG  fecham convenção coletiva

Ernane Dias, presidente da Federação dos Trabalhadores (segundo da esq. para a dir.) em reunião com entidade patronal

Se no período 2015/2016 o INPC (índice Nacional de Preços ao Consumidor) ficou em 9,9%, , em 2016/2017 foi de 9%, o mesmo não aconteceu em 2017/2018, quando metalúrgicos, FIEMG (Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais) e o Sindifer sentaram-se à mesa para negociar a convenção coletiva dos metalúrgicos em Minas Gerais. Segundo Ernane Geraldo Dias,  presidente da Federação dos Metalúrgicos de Minas (Femetalminas) e do Sindicato dos Metalúrgicos de Sete Lagoas e Região o índice despencou para 1,63%. Na avaliação do sindicalista, foi manipulação do Governo Federal. Resultado: os trabalhadores tiveram aumento de 1,2%.



“Daí esta repercussão negativa, pois os órgãos governamentais aliados e a Fundação Getúlio Vargas  devem estar manipulando estes números e daí a revolta dos trabalhadores em ter um aumento tão insignificante”, defende-se Ernane Dias.”Aliado a reajuste tão baixo vem o desemprego, a baixa produção de toda economia e a reforma política, mas quanto ao reajuste é a regra do jogo que vigora desde 1994, quando se criou o Plano Real”, complementa, em reação a reclamações de setores dos trabalhadores que esperam um reajuste maior dos salários.



Conquistas -  Porém, o presidente da  Femetalminas  e do Sindicato dos Metalúrgicos de Sete Lagoas e Região  destaca que a convenção coletiva assegurou direitos aos trabalhadores. “A maioria dos trabalhadores desconhece que para aceitarmos este acordo (referindo-se ao aumento de 1,2%) as 62 cláusulas da convenção coletiva permaneceram, como por exemplo; 1/3 +1/3 de férias, horas extras a 60%, 75% ,80% e 100%, garantia de emprego em caso de retorno do INSS por doença, garantia ao trabalhador que se tornar pai,  adicional noturno de 30% e 40%, garantia de emprego de 18 meses para o trabalhador em vias de aposentar, enfim são  cláusulas que não estão na CLT”, reage Ernane Dias. O sindicalista lembra, ainda, que a CLT acabou de ser rasgada,  segundo especialistas do trabalho. “Então, só por isso que os metalúrgicos de Minas Gerais, incluindo aí toda Região Metropolitana, assinaram este acordo com números tão baixos , para garantir as cláusulas já conquistadas no passado”, reafirma.



Cenário desfavorável -   Outro aspecto relevante nas negociações entre trabalhadores e empresários é o atual cenário econômico brasileiro. “Pesou bastante em todos os aspectos, principalmente o desemprego e a beneficência do governo para a classe patronal, camuflando o índice de reajuste”, atacou Ernane Dias, especialmente a partir do momento  “quando (o governo Temer)  conseguiu aprovar no Congresso Nacional a reforma trabalhista”, afirmou Ernane Dias.



Acordo entre os empresários -  Ernane Dias também lembrou que sempre se fala em um acordo implícito entre as grandes empresas instaladas em Sete Lagoas para exercer uma política de achatamento salarial. “ Sempre se falou em uma máfia empresarial que controla os salários na região, embora não tenha sido provado eu acredito, pois quando nos sentamos na Fiemg e no Sindifer,  eles não admitem discutir nada além do Índice ou seja o INPC , daí onde acho que existe mesmo uma força estranha que não nos deixa avançar em novas conquistas”, desafia.



O futuro com a Reforma Trabalhista -   Na mesa de negociação da convenção coletiva para o ano que vem, a Reforma Trabalhista não provocou efeitos, analisa Ernane Dias. “As reformas se farão sentir a partir do dia 11 de novembro, data prevista para entrar em vigor”, acredita o presidente da Femetalminas e do Sindicato dos Metalúrgicos de Sete Lagoas e Região Para Ernane Dias, “a questão das férias que poderão ser parceladas até em três vezes com no mínimo um período de 14 dias, o banco de horas que poderá ser acordado entre patrões e empregados e uma que consideramos a pior; as rescisões contratuais poderão ser feitas diretamente nas empresas , acreditamos que esta é uma das piores da reforma,  pois sem a conferência do sindicato muitos trabalhadores serão lesionados em seus direitos”, antecipa. “Existem ainda muitas empresas que agem de má fé”, dispara o sindicalista. Por outro lado, ele afirma que o sindicato fez  acordo com as principais empresas do município.  “Elas querem continuar a homologar no sindicato,  pois aí terão mais segurança jurídica”, declara.



“Todos os metalúrgicos que trabalham em Indústria  de auto peças, oficinas mecânicas, retificas de motores e o setor guseiro  são abrangidos pelos acordos, mas vale lembrar que a convenção coletiva da Fiemg é diferente, por exemplo, da convenção do Sindifer. Além disso, temos acordos em separado com outras empresas, como por exemplo a Plantar Siderurgia, a AVG e a IFG , a Tecnosulfur, só para citar algumas”, esclarece.



Conquistas – Na ótima de Ernane Dias é necessário  o trabalhador saber que o índice de aumento é importante,  mas a manutenção das cláusulas é mais importante ainda e toda Minas Gerais tem fechado com este índice. “São raras as empresas que estão dando mais que este percentual. Quando se chega a dar algo mais,  arredonda para 2%, mas é a regra do jogo,  conforme disse antes, é o  INPC. A patronal repassa e infelizmente este ano as negociações favoreceram muito mais aos empresários”, admite.




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