
O assistente de professor de educação física suspeito de ter abusado de dois alunos, ambos de 3 anos, no Colégio Magnum do bairro Cidade Nova, na região Nordeste de Belo Horizonte, trabalhou na Escola Oficial do Cruzeiro, no bairro Palmares, na mesma região, onde também funciona um centro de esportes, saúde e de reabilitação.
O proprietário do local informou apenas que ele fez “estágio e que já foi dispensado”, sem passar mais detalhes. Em contato com a reportagem, o Cruzeiro reconheceu essa escola de futebol como franqueada e esclarece que não tem nenhuma participação na escolha de seus funcionários.
No último sábado (5), foi publicada uma entrevista com a mãe de um garoto de 3 anos, aluno do Magnum, que relatou ter sido estuprado pelo suspeito. Nesse domingo, mais uma mãe de um garoto, da mesma idade, registrou boletim de ocorrência na Polícia Militar (PM) relatando que o filho também sofreu abuso sexual, praticado pelo suspeito.
Na manhã desta segunda-feira (7), a direção do colégio se reuniu com os pais da turma do primeiro aluno. A mãe do garoto passou mal e desmaiou. A reunião foi suspensa. Em nota, a assessoria de imprensa da instituição de ensino informou que o colégio vai elaborar um pacote de medidas de acolhimento aos pais e alunos, que será divulgado ainda nesta segunda-feira. “A instituição reforça que acredita e defende o princípio da Justiça e apoia as autoridades competentes para que a verdade seja revelada”, diz a nota.
A comerciante Rosiane Pinto, de 45 anos, tem uma filha de 4 anos estudando no colégio e participou da reunião. “A primeira medida que a escola vai tomar é colocar mais monitores em todos os banheiros da escola. Serão dois monitores para acompanhar cada criança que for ao banheiro”, disse.
Segundo Rosiane, o clima da reunião foi de muita tensão, pois os pais estão muito preocupados com a possibilidade de mais vítimas. “Está todo mundo muito nervoso, preocupado. Com muita razão. É uma coisa que machuca a gente na alma. A minha filha, inclusive, era aluna desse profissional que está sendo acusado”, afirmou a comerciante, que quis saber da filha quem a levava ao banheiro. A menina disse que era uma monitora.
Na reunião, segundo ela, outra mãe relatou que conversou com o filho e que há suspeita de outro abuso. “Uma mulher passou mal, houve tumulto e as pessoas começaram a ir embora e a reunião foi suspensa. Espero que a escola tome uma providência”, comentou. A escola, segundo ela, colocou uma psicóloga para acompanhar a reunião e garantiu assistência psicológica aos alunos.
Quanto à segunda denúncia de abuso, a escola informou, por meio da assessoria de imprensa, que foi comunicada oficialmente somente de um fato, o qual motivou a reunião realizada com os pais na manhã desta segunda-feira. “Na ocasião, uma mãe mencionou ter feito um boletim de ocorrência na noite de ontem. Diante da informação, a escola irá conversar com a família”, conclui a nota.

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