
A vacinação contra a Covid-19 possibilitou que os casos graves e as mortes provocadas pela infecção do coronavírus diminuíssem drasticamente em todo o mundo.
Embora agora a maioria dos casos permaneça como leve ou assintomático, pesquisadores alertam que isso não elimina o risco de Covid longa.
Pelo contrário. Estudos feitos ao longo do último ano mostram que o risco de uma pessoa desenvolver sequelas da condição aumenta a cada nova infecção pelo coronavírus.
Em uma pesquisa feita nos Estados Unidos, o epidemiologista Benjamin Bowe e colegas acompanharam os dados de saúde de 138.818 pessoas ao longo de dois anos. Todos os participantes eram veteranos do exército americano com histórico de infecções pelo coronavírus.
A Covid longa é caracterizada pela persistência ou desenvolvimento de novos sintomas por mais de quatro semanas após o início da infecção.
Mais 200 sintomas já foram relacionados à condição, incluindo fadiga, falta de ar, dor no peito, perda de olfato e disfunção cognitiva, além do maior risco de desenvolver problemas crônicos. A Covid longa pode afetar qualquer pessoa exposta ao coronavírus, independentemente da idade ou da gravidade dos sintomas apresentados durante o quadro de Covid-19.
Os efeitos adversos para a saúde após duas infecções foram piores do que uma, e três infecções piores do que duas. De acordo com os pesquisadores, isto significa que a Covid longa é cumulativa.
Um dos artigos mais recentes e abrangentes sobre o tema é de um grupo de universidades dos Estados Unidos, do México e da Suécia. Os pesquisadores selecionaram as publicações mais relevantes sobre a Covid prolongada pelo mundo e identificaram 55 sintomas principais
Além disso, um dos estudos analisados aponta que a fadiga após o coronavírus é mais comum entre as mulheres, assim como a perda de cabelo
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