
Com o aumento no número de casos de HIV entre homens de 15 a 29 anos, o Ministério da Saúde decidiu destinar R$ 300 milhões aos estados para ações de prevenção e controle ao vírus — e também às hepatites virais, às Infecções Sexualmente Transmissíveis (ISTs) e à tuberculose.
Uma portaria publicada no Diário Oficial da União (DOU) nesta terça-feira (30) detalha os valores que serão repassados por estado, e Minas Gerais será o terceiro que mais receberá recursos — R$ 22,8 milhões, atrás apenas de São Paulo, com R$ 73 milhões, e Rio de Janeiro, com R$ 33 milhões.
Os valores estão distribuídos entre os recursos para as ações contra ISTs, HIV e hepatites virais — R$ 200 milhões — e para trabalhos de prevenção e controle da tuberculose — R$ 100 milhões. O Estado de Minas Gerais receberá R$ 18 milhões para o primeiro fim, e R$ 4,8 milhões para a doença que acomete os pulmões.
Segundo a portaria, os estados terão 60 dias para indicar ao ministério como os valores devem ser repassados e quanto caberá aos municípios e à própria administração estadual. Esses recursos serão pagos em doze parcelas.
Em dezembro, o Ministério da Saúde revelou um crescimento nos diagnósticos de HIV e Aids entre os homens com idades entre 15 e 29 anos, e ainda o aumento dos casos de sífilis entre homens, mulheres e gestantes. Cenário semelhante é identificado em relação à tuberculose: o país registrou 78 mil novos casos em 2022 — portanto, um crescimento de cerca de 5% quando comparado com o período anterior. A perspectiva também não é favorável em relação às hepatites, e o Brasil planeja eliminar as variantes A, B e C até 2030.
Aids. O último boletim epidemiológico do Governo Lula (PT) indica que o Brasil apresenta uma média de 35,9 mil novos casos de Aids por ano, e eles estão principalmente concentrados na região Sudeste do país — cerca de 49,7% dos diagnósticos feitos no país.

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