
O Acidente Vascular Cerebral (AVC), uma das principais causas de morte e incapacidade no país, permanece uma preocupação significativa na saúde pública. De acordo com o Portal da Transparência do Centro de Registro Civil, somente em 2024, até agosto, 50.133 brasileiros perderam a vida em decorrência dessa condição.
O cenário se agrava com a falta de uma cultura preventiva de saúde no país. Um levantamento do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), revelou que 70,6% dos brasileiros não realizam check-ups regulares, o que aumenta consideravelmente o risco de complicações e diagnósticos tardios. A ausência de exames preventivos, como aferição de pressão arterial, controle de colesterol e glicemia, pode levar ao desenvolvimento silencioso de condições crônicas que, se não controladas, elevam significativamente o risco de um AVC.
A médica Flávia Falcão, da Clínica da Cidade explica que em um contexto tão alarmante, a atenção primária à saúde, auxiliada por um médico de família, tem um papel essencial na prevenção e no cuidado de pacientes com risco elevado de desenvolver esse tipo de doença ou outras enfermidades graves.
“O médico de família é o primeiro contato do paciente com o sistema de saúde e, por meio de consultas periódicas, pode orientar sobre a necessidade de exames como hemograma, eletrocardiograma, exames de glicemia e colesterol, que ajudam a identificar doenças em estágios iniciais. Além de orientar sobre os sintomas iniciais do AVC, como fraqueza súbita em um lado do corpo, dificuldades na fala e perda de equilíbrio. Identificar e tratar precocemente esses sinais pode reduzir significativamente os riscos de sequelas graves ou até mesmo evitar o agravamento da condição”, pontua Flávia.
Vale lembrar, que o país sofre com um sistema de saúde sobrecarregado e a prevenção por meio de check-ups regulares e acompanhamento médico contínuo é o melhor caminho para reduzir a incidência de doenças graves e melhorar a qualidade de vida da população. “A adoção de uma cultura de prevenção é um passo essencial para melhorar os indicadores de saúde pública no Brasil e os profissionais de saúde primária são peças chave nessa transformação” complementa.

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