
Familiares de José Victor dos Santos Miranda, um torcedor do Cruzeiro morto em uma emboscada atribuída a membros da torcida organizada Mancha Alvi Verde, estão buscando justiça através de quatro ações de danos morais contra o Palmeiras, totalizando uma possível indenização de R$ 8,75 milhões. As ações estão sendo processadas no Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP), sob a representação do advogado Juliano Pereira Nepomuceno.
José Victor foi tragicamente assassinado quando ônibus de torcedores da Máfia Azul, do Cruzeiro, foi emboscado por integrantes da Mancha Alvi Verde. O advogado da família também representa outra ação contra o Palmeiras, relacionada a um incidente diferente, onde Gabriela Anelli, de 23 anos, foi morta após uma briga entre torcidas.
Os processos têm causado grande surpresa e indignação nos bastidores do Palmeiras, um clube que já rompeu laços com a Mancha Alvi Verde. A diretoria do Palmeiras, liderada por Leila Pereira, enfrenta protestos frequentes da torcida organizada, incluindo ameaças diretas durante uma transmissão ao vivo, o que levou à obtenção de medidas protetivas contra três membros da torcida.
A emboscada em questão ocorreu em outubro na rodovia Fernão Dias, a cerca de 65 quilômetros de São Paulo, em um dia sem jogos. O Palmeiras sustenta que não é responsável por atos ocorridos fora de suas instalações e em contextos não relacionados a eventos do clube.
Além da tragédia que resultou na morte de José Victor, o incidente deixou outras 17 pessoas feridas. Em resposta, a Federação Paulista de Futebol proibiu por tempo indeterminado o uso de uniformes e acessórios da Mancha Alvi Verde nos estádios de São Paulo.
O Palmeiras adotou medidas internas, como a proibição de trajes de torcidas organizadas em sua sede social. Até agora, 12 suspeitos foram presos temporariamente, com três ainda foragidos.
O confronto entre torcedores que levou à emboscada é visto como uma retaliação a um episódio anterior na mesma rodovia, envolvendo torcedores do Cruzeiro e da Mancha Alvi Verde. Este episódio anterior também foi marcado por violência e teve repercussões graves para os envolvidos.
O jogo entre Cruzeiro e Palmeiras, marcado para ocorrer no Mineirão, enfrenta desafios adicionais, com a CBF determinando que seja realizado com portões fechados, uma decisão contestada por ambos os clubes e pelo governo de Minas Gerais.

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