
O Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) investiga quatro médicos anestesistas suspeitos de envolvimento em irregularidades relacionadas a procedimentos realizados pelo Sistema Único de Saúde (SUS) em Leopoldina, na Zona da Mata mineira. A apuração integra a terceira fase da Operação Onipresença, deflagrada nesta semana.
Durante a ação, foram cumpridos mandados de bloqueio e indisponibilidade de bens dos profissionais investigados nas cidades de Leopoldina e Além Paraíba.
Segundo o MPMG, o grupo é suspeito de manipular escalas de plantão e registrar participação em cirurgias realizadas de forma simultânea ou em sequência, o que levanta indícios de irregularidades na prestação dos serviços pagos com recursos públicos.
As investigações também apontam que procedimentos eletivos teriam sido agendados em horários destinados a atendimentos de urgência, prática considerada incompatível com a organização regular do serviço público de saúde.
Durante a análise de materiais coletados, mensagens atribuídas aos investigados também chamaram a atenção das autoridades. Em uma delas, uma médica teria se referido a si mesma como “rainha dos atestados”. Já em outra conversa, um médico teria sugerido ao próprio filho que treinasse procedimentos médicos “entubando velhos sem dentes”, declaração que foi incluída nos registros da investigação.
O Ministério Público segue apurando as circunstâncias do caso para verificar possíveis crimes relacionados ao uso indevido de recursos públicos da saúde e outras irregularidades na atuação dos profissionais.
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