
A delegada Monah Zein foi oficialmente demitida da Polícia Civil mais de dois anos após atirar contra policiais durante a gravação de uma live no bairro Ouro Preto, na região da Pampulha, em Belo Horizonte. A decisão foi tomada pela Corregedoria da corporação e publicada no Diário Oficial do Estado desta sexta-feira (13).
A demissão foi assinada pela corregedora-geral da Polícia Civil de Minas Gerais, Elizabeth de Freitas Assis Rocha, e aponta a ocorrência de “transgressões disciplinares”, confirmadas em Processo Administrativo Disciplinar com base no artigo 154, inciso IV, da Lei Complementar Estadual nº 129/2013. Monah Zein também respondia por abandono de cargo por mais de 30 dias consecutivos. A Polícia Civil, no entanto, não detalhou qual dessas situações motivou diretamente a demissão. A reportagem tenta contato com a defesa da delegada, e o espaço permanece aberto.
O episódio envolvendo os colegas de profissão aconteceu após Monah enviar mensagens com conteúdo que indicava risco à própria saúde em um grupo de amigos e colegas de trabalho. Diante da situação, agentes foram até o prédio onde ela morava, na Pampulha, na manhã de 21 de novembro de 2023, e tentaram contato com a delegada, que estava bastante alterada.
Durante a abordagem, Monah iniciou uma transmissão ao vivo em seu perfil no Instagram, registrando a presença dos policiais e questionando a ação, alegando que eles não possuíam mandado judicial para entrar no local e afirmando que se sentia ameaçada. Segundo a própria delegada, um disparo foi feito por ela contra a equipe após os agentes utilizarem um taser (arma de choque).
Monah Zein foi presa em 23 de novembro de 2023, depois de permanecer mais de 30 horas trancada dentro do próprio apartamento. Ela foi liberada no dia seguinte durante audiência de custódia. Na ocasião, a Polícia Civil solicitou sua internação hospitalar provisória por incidente de sanidade mental, além de determinar a suspensão de suas funções e o recolhimento da arma, da carteira funcional e do distintivo.
Em 2024, a delegada chegou a ser denunciada por tentativa de homicídio contra quatro policiais civis. Entretanto, a Justiça entendeu que não havia comprovação de intenção deliberada de matar, uma vez que a trajetória dos disparos não indicava que os tiros foram direcionados diretamente aos agentes. O tribunal também considerou o estado emocional profundamente abalado da delegada no momento do episódio.
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