
O empresário do setor de eventos Olavo Keesen, que tem ampliado sua pré-campanha para deputado federal em Minas Gerais, voltou ao centro de uma polêmica após a repercussão de um áudio gravado em 2021, no qual faz ameaças e afirma que “só trabalha com bandido”.
A gravação integra uma queixa-crime apresentada à Justiça em 2022 por um morador de Itabira, na Região Central de Minas Gerais. O homem era vizinho de um imóvel utilizado como alojamento pela empresa Lok Pirâmide, da qual Keesen é sócio.
Segundo o processo, o morador recebeu as chaves do local de um encarregado da empresa para facilitar o acesso de uma faxineira e guardar veículos na garagem. Meses depois, funcionários relataram o desaparecimento de ferramentas e equipamentos do imóvel e passaram a suspeitar do vizinho.
O homem procurou a Polícia Civil para registrar ocorrência e negar qualquer envolvimento no suposto furto. Ainda de acordo com os autos, no dia 22 de julho de 2021, ele telefonou para Olavo Keesen acompanhado de um policial militar, colocando a ligação no viva-voz.
Na conversa gravada, anexada ao processo, o empresário utiliza tom agressivo, faz ameaças e acusa o morador de ter levado os materiais desaparecidos.
Em um dos trechos, Keesen diz que o homem teria ligado “para o cara errado” e afirma ser “muito mais malandro”. Em outro momento, dispara: “eu só trabalho com bandido”.
O caso terminou em 2022 após um acordo judicial. Conforme o processo, Olavo Keesen pagou R$ 10 mil ao autor da ação para encerrar a queixa-crime.
Com o crescimento da pré-campanha do empresário à Câmara dos Deputados, o episódio voltou a circular nos bastidores da política mineira. Interlocutores citam tanto a frase dita no áudio quanto o tom da conversa como pontos que vêm sendo debatidos no cenário político.
Nos últimos anos, Keesen ampliou sua presença em Minas Gerais por meio da empresa Lok Pirâmide, especializada em estruturas para eventos, além do Instituto Olavo Keesen, responsável por ações sociais em cidades da Região Metropolitana de Belo Horizonte e do interior do estado.
A equipe do empresário divulgou nota afirmando que o episódio ocorreu em um momento de tensão envolvendo um conflito comercial e destacou que o caso foi encerrado judicialmente por meio de acordo entre as partes.
A assessoria também declarou que os trechos divulgados da conversa foram retirados de contexto e não representam a postura pessoal e profissional do pré-candidato.
Informações: OFator
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