
O setor de ferro-gusa de Sete Lagoas voltou a entrar em alerta após a possibilidade de os Estados Unidos ampliarem as tarifas sobre produtos brasileiros.
Segundo representantes da indústria, caso a medida seja confirmada, a taxa sobre o gusa mineiro poderá chegar a 35%.
Sete Lagoas é considerada um dos principais polos guseiros do país e pode ser diretamente impactada pela medida.
Durante agenda no município, o governador em exercício de Minas Gerais, Mateus Simões, afirmou que a cidade foi uma das mais atingidas pelas tarifas aplicadas anteriormente ao setor.
“A gente está em Sete Lagoas, que foi o município mais atingido dentro do cenário do estado”, declarou.
O ferro-gusa é o segundo produto mais exportado de Minas Gerais para os Estados Unidos, atrás apenas do café.
Segundo dados apresentados no levantamento, o setor movimenta aproximadamente US$ 1 bilhão em exportações.
A Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg) informou que as empresas mineiras trabalham com contratos de longo prazo junto às siderúrgicas americanas, o que aumenta a dependência do mercado dos EUA.
Segundo a Fiemg, uma nova alta nas tarifas pode reduzir a competitividade das empresas brasileiras, afetando investimentos e postos de trabalho ligados ao comércio exterior.
Além do ferro-gusa, outros setores mineiros também podem ser atingidos, como:
Mateus Simões afirmou que a taxação ainda não foi oficialmente implantada, mas cobrou atuação do Itamaraty para tentar evitar a medida.
O governador também criticou a politização do tema e afirmou que os impactos atingem diretamente trabalhadores e empresas mineiras.
Segundo o governo estadual, em 2025 Minas Gerais precisou disponibilizar cerca de R$ 200 milhões em apoio tributário para compensar perdas do setor provocadas pelas tarifas anteriores.
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