Terça, 21 de Julho de 2026
24°

Tempo limpo

Sete Lagoas, MG

Polícia BELO HORIZONTE

Capitã da PM é encontrada morta em BH; sargento é preso e investigação apura suspeita de feminicídio

Militar chegou sem vida ao Hospital Odilon Behrens com lesões graves; versão apresentada pelo marido é investigada pela Polícia Civil.

21/07/2026 às 09h24
Por: Redação
Compartilhe:
Imagem do Google
Imagem do Google

A morte da capitã da Polícia Militar de Minas Gerais (PMMG) Michele Leão Azevedo mobiliza as autoridades e está sendo investigada como suspeita de feminicídio. A militar foi levada já sem vida ao Hospital Odilon Behrens, em Belo Horizonte, na noite de segunda-feira (20), pelo marido, um 3º sargento da corporação identificado como Eduardo, que acabou preso em flagrante.

A médica responsável pelo atendimento desconfiou das circunstâncias da morte ao constatar que Michele já estava morta havia, pelo menos, quatro horas quando deu entrada na unidade de saúde, por volta das 21h35. O exame inicial apontou traumatismo craniano, assistolia compatível com parada cardiorrespiratória e diversas lesões pelo corpo, incluindo marcas compatíveis com chicoteamento.

Diante dos indícios, a Polícia Militar foi acionada imediatamente e o sargento foi preso. A Polícia Civil agora investiga a dinâmica da morte e tenta esclarecer se a versão apresentada pelo militar é compatível com as evidências encontradas.

Versão apresentada pelo sargento

Em depoimento, Eduardo afirmou que o casal havia consumido bebidas alcoólicas e ecstasy após uma confraternização realizada na residência. Segundo ele, depois que os convidados foram embora, os dois mantiveram relações sexuais envolvendo práticas de dominação e agressões físicas consensuais, que, segundo seu relato, seriam frequentes durante o relacionamento e chegaram a ser gravadas em vídeo.

O sargento também declarou que Michele sofreu uma queda em uma escada por volta do meio-dia, batendo a cabeça e ferindo a boca. Ainda conforme sua versão, a capitã recusou atendimento médico, alegando constrangimento pelo estado em que se encontrava após o uso de drogas.

Ele afirmou que conteve o sangramento, colocou a esposa para descansar e que ambos dormiram por volta das 15h. Ao acordar, cerca das 21h, percebeu que Michele não respondia aos estímulos e decidiu levá-la ao hospital.

Investigação aponta inconsistências

A versão apresentada pelo sargento é confrontada pelas investigações. A equipe médica estima que Michele tenha morrido entre quatro e seis horas antes de chegar ao hospital, o que situaria o óbito entre 15h e 17h30, período em que o militar afirma que ambos dormiam.

Durante as buscas no apartamento, a perícia encontrou um cabo de madeira quebrado no lixo da área externa, que pode ter sido utilizado para agredir a vítima. O objeto foi apreendido para análise.

Além disso, as roupas de cama da residência foram encontradas limpas e molhadas dentro da máquina de lavar, fato que também será investigado.

O corpo da capitã foi encaminhado ao Instituto Médico Legal (IML), onde exames periciais deverão apontar a causa da morte e a origem das lesões.

Família relata relacionamento abusivo

Em depoimento, a mãe de Michele afirmou que a filha vivia um relacionamento abusivo há cerca de oito anos. Segundo ela, o sargento exercia controle psicológico sobre a capitã, promovia humilhações, manipulação emocional e comportamento obsessivo.

A mãe contou ainda que Michele havia marcado um compromisso com a filha no dia da morte, mas cancelou o encontro após uma ligação feita por volta das 10h. Depois disso, familiares enviaram diversas mensagens, mas não receberam mais respostas.

Segundo o relato, Michele já teria manifestado o desejo de encerrar o relacionamento e descrevia o companheiro como uma pessoa narcisista. A mãe, no entanto, afirmou que a filha nunca relatou diretamente ter sofrido agressões físicas ou ameaças.

Defesa pede cautela

Em nota, o advogado Gustavo Nepomuceno, responsável pela defesa do sargento, informou que acompanha as investigações e defendeu que se aguarde a conclusão dos laudos periciais antes de qualquer julgamento.

Segundo a defesa, todas as circunstâncias do caso serão esclarecidas pelas autoridades competentes e o processo deve respeitar o devido processo legal e o direito de defesa.

Quem era Michele Leão Azevedo

Michele Leão Azevedo era bacharel em Ciências Militares, formada pela PMMG entre 2008 e 2010. Em 2023, concluiu especialização em docência no ensino superior pelo Instituto Federal do Sul de Minas Gerais, com pesquisa voltada ao estudo da jurisprudência dos Tribunais Superiores.

A capitã deixa um filho.

* O conteúdo de cada comentário é de responsabilidade de quem realizá-lo. Nos reservamos ao direito de reprovar ou eliminar comentários em desacordo com o propósito do site ou que contenham palavras ofensivas.
Belo Horizonte - MG
Sobre o município Notícias de Belo Horizonte - MG
Sete Lagoas, MG Atualizado às 12h02 - Fonte: ClimaTempo
24°
Tempo limpo

Mín. 14° Máx. 26°

Qua 27°C 15°C
Qui 30°C 14°C
Sex 29°C 14°C
Sáb 30°C 14°C
Dom 31°C 16°C
Anúncio
Horóscopo
Áries
Touro
Gêmeos
Câncer
Leão
Virgem
Libra
Escorpião
Sagitário
Capricórnio
Aquário
Peixes
Anúncio