

A região de Sete Lagoas ocupa um lugar importante na história da paleontologia brasileira. No século XIX, o naturalista dinamarquês Peter Wilhelm Lund percorreu cavernas do carste mineiro e reuniu milhares de fósseis de animais extintos.
Parte desse material permaneceu no Brasil, enquanto outra parcela foi levada para a Europa e incorporada a coleções científicas. A trajetória desses fósseis é um dos pontos investigados pelo professor Eduardo Teixeira e pelo jornalista Caio Pacheco, autores da pesquisa que deu origem ao livro Os fósseis perdidos de Sete Lagoas.

Em entrevista, Eduardo Teixeira destaca a importância do patrimônio paleontológico e espeleológico regional. Segundo o professor, Lund explorou centenas de cavernas e reuniu aproximadamente 12 mil peças fósseis, muitas delas relacionadas às áreas próximas a Sete Lagoas e municípios vizinhos.
A pesquisa de Teixeira e Pacheco busca identificar, sempre que possível, onde os fósseis foram encontrados, quem participou de sua coleta, por quais caminhos deixaram Minas Gerais e em quais coleções científicas podem estar atualmente.
O levantamento também chama atenção para a importância da preservação das cavernas e demais áreas do carste, que guardam registros fundamentais da fauna, da ocupação humana e da história das pesquisas científicas realizadas em Minas Gerais.
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