
Moradores da cidade de Curvelo, na região central de Minas, reclamam da qualidade da água fornecida pela Copasa no município. Eles afirmam que a água tem chegado às torneiras com a coloração escura, com barro e diversos outros resíduos.
O problema tem sido registrado em diversos bairros da cidade. A lavadeira Cida Araújo trabalha no Centro da cidade e afirma não poder entregar as roupas dos clientes devido à má qualidade da água que chega ao estabelecimento. “Estou desesperada. Crio três filhos lavando roupas e agora não posso trabalhar. A roupa sai suja. A água sai da cor de café há meses e ninguém faz nada. Nossa esperança acabou”, lamenta, emocionada, a moradora.
A lavadeira explica que está sendo impossível cozinhar com a água da Copasa. “Nós estamos usando água mineral para quase tudo. Esta água da Copasa é impossível de usar. E isso é registrado na cidade inteira”.
Yago Oliveira é outro morador que questiona a potabilidade da água. “Como uma água dessa pode ser potável? O problema é contínuo, desde outubro, mas a Copasa não se posiciona. Isso não pode ficar assim”.
Atuante na área ambiental na cidade, Rafael Espeschit acompanha as reclamações de vários moradores. Ele explica que, devido à baixa qualidade, a água não é recomendada para banhos de recém-nascidos e idosos. “Nem enxoval dos bebês pode ser lavado com esta água. É uma água com barro. Quando colocada em um recipiente, o barro acumula no fundo. Tem muitos resíduos nesta água. A Copasa faz uma drenagem na tubulação para tentar amenizar o problema, mas não sabem exato o que está causando esta turbidez”.
Espechit diz que a captação de água na cidade é toda feita por poços artesianos e muitos deles estão próximos ao Rio Santo Antônio, que recebe o esgoto da cidade. “Cerca de 90% dos poços são perfurados próximo ao rio. O problema é que o esgoto é lançado in natura neste rio. Nosso temor maior é que algum dos poços tenha dado infiltração e está recebendo água com esgoto”.
Em 2017, a Câmara de Vereadores do município instalou uma CPI para apurar denúncias sobre o descarte de esgoto sem tratamento, que estaria sendo feito pela Copasa. O presidente da Comissão, Luiz Paulo Guimarães (DEM) identificou diversas situações irregulares cometidas pela companhia no município.
“A CPI iniciou para apurar o problema do esgoto. Durante o processo a questão da água explodiu e também foi apurado. De acordo com o Código do Consumidor, se a qualidade do produto não satisfaz ao consumidor, ele tem direito a receber o dinheiro de volta. Nós indicamos que a Copasa tem que devolver dinheiro cobrado em pelo menos 18 meses”.
O presidente explicou que o relatório final da CPI ainda não foi entregue aos órgãos responsáveis, como o Ministério Público e a própria companhia, mas isso deve ser feito ainda nesta semana.
A Copasa afirmou que a água distribuída na cidade de Curvelo "atende aos padrões de potabilidade estabelecidos pelo Ministério da Saúde". Disse também que já foram tomadas as providências necessárias para corrigir a alteração da cor e turbidez na água distribuída no município. Ela afirma que o problema é causado por "incrustações nas redes de distribuição".
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