
A Operação Lava-Jato começou há mais de quatro anos, simbolizando um marco no combate à corrupção. E, no que compete às colaborações homologadas pelo Supremo Tribunal Federal (STF), já foram contabilizados mais de R$ 848 milhões que retornaram aos cofres públicos. Além disso, no balanço de 2015 até hoje, a 5ª Câmara de Combate à Corrupção do MPF apreciou mais de 35 acordos de leniências e de colaboração premiada, o que envolveu mais de R$ 24 bilhões. São mais de 200 condenações e quase 3 mil anos de prisão somados.
Segundo dados divulgados pelo Ministério Público Federal (MPF), está em curso, em todo o país, mais de 130 operações de combate à corrupção. Com as de grande porte, como a Lava-Jato e a Greenfield, o órgão tem buscado o ressarcimento de mais de R$ 67 bilhões aos cofres públicos.
No Supremo, onde a operação mira personagens que contam com foro privilegiado, a operação dura quatro anos e esteve sob a tutela do ministro Teori Zavascki, que morreu em acidente de avião no ano passado, e do sucessor, ministro Edson Fachin. Na Corte, Fachin tomou mais de mil decisões e homologou 12 acordos de delação no tocante à operação. E, desde que a Lava-Jato chegou ao STF, em 2015, segundo o Ministério Público Federal, foram apresentadas 36 denúncias. Contra políticos, oito delas se tornaram ações penais, cinco seguiram para o arquivo e 11 não chegaram a ser analisadas; entre estas, duas são contra o presidente Michel Temer.
Julgamentos
Até o momento, das 24 denúncias contra políticos no STF, somente duas foram julgadas. A senadora Gleisi Hoffmann (PT) recebeu a absolvição e o deputado Nelson Meurer (PP) se tornou o primeiro parlamentar condenado por corrupção e lavagem de dinheiro na operação. Ele pode ser também o primeiro a cumprir pena. Aguardam julgamento Geddel Vieira Lima, Lúcio Vieira Lima, o senador Valdir Raupp e o deputado federa Aníbal Gomes, ambos do MDB.
Em evento na Procuradoria Geral da República (PGR), realizado na segunda-feira, a procuradora-geral, Raquel Dodge, elogiou a condução da operação pelos órgãos fiscalizadores, mas apontou que ainda há lacunas a serem preenchidas, já que, segundo ela, a corrupção tem mudado de forma. “Colher os vestígios dos ato de corrupção é muito difícil. É preciso estar sempre vigilante. Essa é uma tarefa do MP, da polícia, de cada cidadão”.
* Estagiário sob a supervisão de Leonardo Meireles - Estado de Minas

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