

Foram divulgadas nesta quarta-feira (2), as primeiras pesquisas após a crise do coronavírus. Os levantamentos confirmam o que os consumidores já presenciavam, preços mais altos, especialmente em sacolões e na cesta básica. Os números são apontados pela coordenadora do Instituto de Pesquisas Econômicas, Administrativas e Contábeis (Ipead/UFMG), Thaise Martins.
De acordo com ela, o resultado das pesquisas realizadas ao longo do mês de março calculou uma inflação para BH de 0,18%. Os maiores destaques do mês foram as altas nos grupos de vestuário e complementos e também dos produtos “in natura”, que são os produtos de sacolão.
Em contrapartida, foi registrada queda no item de bebidas em bares e restaurantes. A cesta básica, no entanto, apresentou a segunda alta consecutiva, alcançando o patamar de R$ 476,43, o maior da história.
Segundo a coordenadora, não há uma previsão concreta para os próximos dias, mas a expectativa é de que o preço dos produtos se mantenha estável.
“O cenário da economia e do comércio para os próximos dias e meses é muito incerto. O que se espera dos preços em sacolões e supermercados é uma certa manutenção, já que não foi registrado nenhum tipo de desabastecimento, o que traria um efeito de forte alta no mercado”, finaliza.

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