
Duplo homicídio aconteceu em Sete Lagoas no fim de agosto; o homem conseguiu escapar da execução, mas bandidos tinham exigido que dona de casa pagasse a quantia combinada

A Polícia Civil conseguiu esclarecer o assassinato de uma mulher de 47 anos e do filho, um adolescente de 15, em Sete Lagoas, na região Central do Estado, no dia 26 de agosto.
As investigações apontaram que Leila de Oliveira Costa ordenou a morte do próprio irmão, mas o plano não deu certo. Mesmo assim, os bandidos exigiram o pagamento e ela se recusou a passar o dinheiro. Por vingança, os criminosos cometeram o duplo homicídio.
Segundo nota da assessoria de imprensa da corporação, quatro pessoas, entre elas duas mulheres, foram presas pela morte de Leila e do estudante Kaique Oliveira Amaral.

Mãe e filho foram levados para uma região rural de Sete Lagoas, chegando no local, Bruno Henrique de Oliveira sacou a arma e ordenou que a mesma parasse o carro, efetuou um disparo no pescoço de Leila de Oliveira Costa 47 anos, momento em que seu filho, Kaique Oliveira Amaral 15 anos, tentou fugir sendo perseguido por Júnior Flávio Nascimento Silva 18 anos, que ao alcançar o menor desferiu um golpe de facão na região da nuca, após cair ao chão Bruno Henrique se aproximou de Kaique Oliveira e efetuou dois disparos.Em seguida, Letícia Bruno ateou fogo nos corpos e no veículo.
Dias antes, a mulher contratou três dos quatro detidos para invadir a casa do seu irmão, roubar e matá-lo na cidade de Papagaios, na mesma região. Durante a ação do trio, a polícia chegou e o crime não foi concretizado.
Além de se recusar a pagar, a dona de casa ainda ameaçou denunciar os suspeitos.
Mulher brigava com a família por herança de mãe viva
Há mais de um ano, Leila tinha atritos com os irmãos por causa da herança da mãe, que ainda é viva. Em entrevista à reportagem, uma parente, que pediu para não ter o nome divulgado, contou que a mulher chegou a querer expulsar a cunhada e os sobrinhos de uma casa após a morte do irmão.
“A mãe da Leila tem alguns imóveis na cidade e, há mais de 30 anos, cedeu uma casa para um dos filhos morar com a família. Ano passado ele morreu e ela quis expulsar os outros moradores”, explicou.
Atualmente, a mãe de Leila necessita de cuidados especiais e não sabe que a filha e o neto morreram.
Ainda conforme a parente, a mulher, que era técnica em radiologia em um hospital da cidade, chegou a inventar os sequestros dela e do filho na cidade de Maravilhas. “Ela chegou a dizer na cidade que, para ser libertada junto com o filho, precisou assinar uma nota promissória garantido aos sequestradores que pagaria o preço do resgate depois”, disse a jovem.
No boletim de ocorrência registrado do dia 13 de agosto, a mulher afirmou que, dois dias antes, passava pela MG-060 com o filho quando, próximo à Zona do Grilo, teve o carro interceptado por dois veículos.
Três homens ordenaram que mãe e filho saíssem do automóvel. Os criminosos colocaram sacos plásticos nas cabeças das vítimas, que foram levadas para a cidade de Fortuna de Minas e agredidas até as 5h da madrugada do dia 12.
Ainda na versão da mulher, ela e Amaral foram localizados por pescadores. Os bandidos não levaram o carro da família, mas fugiram com vários objetos pessoais e uma quantia de aproximadamente R$ 30 mil.
Na época, a mulher chegou chegou a afirmar que o irmão e um sobrinho seriam os sequestradores. No entanto, os homens têm provas que no dia do suposto crime estavam em lugares diferentes.
“A família queria que a Leila pagasse por tudo que estava fazendo, mas na Justiça e não desse jeito. E ainda envolveu o filho. Foi muita covardia o que fizeram com os dois”, finalizou a mulher.
Mortes
No dia 26 de agosto, populares avistaram um carro queimado às margens da BR-040, em Sete Lagoas. Militares estiveram no local e encontraram o garoto no chão com várias partes do corpo queimadas e uma lesão na cabeça. Leila estava totalmente carbonizada dentro de um Siena.
Amaral foi sepultado no dia 28 de agosto. Já o corpo de Leila ainda passa por exames do Instituto Médico Legal (IML) de Belo Horizonte. Não há previsão de quando ele será liberado para o enterro.
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