
A Polícia Militar de São Paulo publicou, nesta quinta-feira (2), a aposentadoria do tenente-coronel Geraldo Leite Rosa Neto, preso preventivamente sob acusação de feminicídio pela morte da esposa, a soldado Gisele Alves Santana.
A decisão, divulgada no Diário Oficial, chamou atenção pela rapidez do processo, concluído mesmo com o oficial detido e respondendo por feminicídio e fraude processual. Pela regra aplicada, ele foi transferido para a reserva com direito a remuneração integral.
Antes da prisão, o salário bruto do tenente-coronel era de cerca de R$ 28,9 mil. Com a aposentadoria, o valor deve ficar em torno de R$ 20 mil mensais.
Geraldo Neto foi preso em março após ter a prisão preventiva decretada pela Justiça Militar. Ele é acusado de matar a esposa dentro do apartamento onde o casal vivia, no bairro do Brás, na região central de São Paulo.
Inicialmente, o oficial alegou que a mulher teria tirado a própria vida após uma discussão. No entanto, investigações da Polícia Civil, baseadas em laudos periciais, descartaram essa versão e apontaram para feminicídio.
Segundo o Ministério Público, há indícios de que o tenente-coronel tenha atirado contra a vítima e, em seguida, alterado a cena do crime para simular suicídio.
A apuração também identificou movimentações suspeitas no celular da vítima. De acordo com os investigadores, o aparelho foi desbloqueado minutos após o disparo e teve mensagens apagadas.
Conversas recuperadas indicam que o casal discutia a separação no dia anterior à morte. Em uma das mensagens, a vítima afirma que o marido poderia entrar com o pedido de divórcio.
Além disso, testemunhas relataram episódios anteriores de comportamento agressivo por parte do oficial, incluindo situações de violência dentro do ambiente de trabalho.
Apesar da aposentadoria, a Polícia Militar informou que o processo de expulsão do oficial segue em andamento na Corregedoria.
Especialistas apontam que, mesmo em caso de perda da patente, o direito ao recebimento da aposentadoria pode ser mantido, já que está vinculado ao tempo de serviço.
O caso deve ser julgado pela Justiça comum, por se tratar de crime contra a vida, podendo ir a júri popular. O Ministério Público também pede indenização mínima de R$ 100 mil à família da vítima em caso de condenação.
A defesa do tenente-coronel nega as acusações e sustenta a versão de suicídio. Os advogados afirmam que o oficial tem colaborado com as investigações e questionam a condução do caso.
O Superior Tribunal de Justiça (STJ) já negou um pedido de liberdade apresentado pela defesa, mantendo o militar preso preventivamente.
SETE LAGOAS Homem que rendeu entregadora durante roubo é preso pela PM em Sete Lagoas
POLÍTICA Ex-deputado Alexandre Ramagem é preso nos Estados Unidos pelo serviço de imigração
SETE LAGOAS Homem se passa por policial, causa confusão e foge sem pagar em bar de Sete Lagoas
SETE LAGOAS Sete Lagoas amplia acesso à saúde com consultas por teleatendimento
SETE LAGOAS Criança de 3 anos é encontrada sozinha em casa em Sete Lagoas
SETE LAGOAS 2ª edição do 7L Car Encontro Automotivo deve reunir amantes de carros no dia 19 de abril, em Sete Lagoas
SETE LAGOAS Carro invade casa, destrói portão e deixa criança ferida em Sete Lagoas
SETE LAGOAS Previsão do tempo em Sete Lagoas para esta segunda-feira (13): sol entre nuvens, com possibilidade de chuva à tarde
EDUCAÇÃO Enem 2026 abre prazo para isenção da taxa nesta segunda; veja quem pode pedir e como fazer Mín. 17° Máx. 26°


