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Cidades Escravidão

Moradora de Mateus Leme é resgatada após viver nove meses em situação análoga à escravidão

Mulher se alimentava de restos de comida e era proibida de manter contato com outras pessoas

30/03/2021 15h54
Por: Redação Fonte: Mega Cidade com Itatiaia
Foto: Reprodução/Polícia Civil de Minas Gerais
Foto: Reprodução/Polícia Civil de Minas Gerais

A Polícia Civil, através da delegacia de Mateus Leme, na Grande BH, resgatou uma mulher de 34 anos que estava vivendo em condições análogas à escravidão na cidade de Campo Grande, no Mato Grosso do Sul. A vítima era mantida em cárcere privado com celular com os contatos apagados e se alimentando de restos de comida. A suspeita seria uma mulher de 70 anos. 

De acordo com a delegada de Mateus Leme, Lígia Mantovani, a mulher teria sido levada a força para Campo Grande. “Ela prestava os serviços domésticos em uma residência sem remuneração. Ela se alimentava de restos de comida e era proibida de manter contato com outras pessoas ou de se locomover. A vítima ficou nessa situação por aproximadamente nove meses, até que conseguiu fugir da casa e pediu ajuda na igreja e a pessoas que estavam na rua. A igreja encaminhou essa vítima para a delegacia especializada de atendimento à mulher de Campo Grande, que de pronto fez contato com a Polícia Civil de Mateus Leme.”

Conforme a delegada, a mãe da vítima já havia trabalhado para a suspeita e foi assim que ela conseguiu contato com a mulher. “A mãe da vítima trabalhou para essa autora durante nove anos, uma época em que a autora morou em Minas Gerais e a mãe da vítima trabalhava para ela tanto em serviços domésticos quanto para uma empresa que ela tinha de pintura de carros. Nesse período elas estabeleceram um vínculo de amizade, de contato e anos depois a autora já no Mato Grosso do Sul voltou a Mateus Leme e através de uma terceira pessoa arregimentou a vítima até Campo Grande.”

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A vítima chegou no Aeroporto internacional de Belo Horizonte nessa segunda-feira (29). Assim que chegou em Matheus Leme a mulher foi encaminhada para uma unidade de pronto atendimento porque estava bastante desorientada e apresentava sinais de desnutrição.

A autora e o filho dela, que também estaria envolvido, foram qualificados pela polícia, mas não foram localizados. A Polícia Federal continuará com as investigações.

 

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