
O Disque Denúncia divulgou um cartaz solicitando informações sobre o paradeiro do goleiro Bruno Fernandes das Dores de Souza, considerado foragido da Justiça do Rio de Janeiro. A medida foi tomada após a expedição de um mandado de prisão no dia 5 de março, quando a Vara de Execuções Penais concluiu que o ex-jogador teria descumprido regras impostas durante o período de liberdade condicional.
De acordo com o Tribunal de Justiça, Bruno não se apresentou para cumprir a determinação de retorno ao regime semiaberto, o que levou à emissão do mandado e à inclusão do nome dele como procurado pelas autoridades.
O ex-goleiro foi condenado em 2013 a mais de 22 anos de prisão pelos crimes de homicídio triplamente qualificado, ocultação de cadáver, sequestro e cárcere privado relacionados à morte da modelo Eliza Samudio, ocorrida em 2010. O caso teve grande repercussão no Brasil e no exterior.
Segundo as investigações e decisões judiciais, Eliza foi assassinada após cobrar o reconhecimento de paternidade do filho que teve com Bruno, o jovem Bruninho Samudio, que atualmente atua como goleiro nas categorias de base do Botafogo.
Entre os motivos apontados pela Justiça para o novo mandado está uma viagem realizada ao Acre em fevereiro, quando Bruno participou de uma partida defendendo o Vasco-AC. Pelas condições estabelecidas pela Justiça, ele estava proibido de deixar o estado do Rio de Janeiro sem autorização judicial.
Bruno permaneceu preso em regime fechado entre 2010 e 2019, quando obteve progressão para o regime semiaberto. Em 2023, ele recebeu o benefício da liberdade condicional, passando a cumprir uma série de obrigações determinadas pela Justiça.
A defesa do ex-jogador informou que orientou Bruno a não se apresentar neste momento, alegando que irá recorrer da decisão judicial. A advogada Mariana Migliorini afirmou que a estratégia é aguardar a análise do recurso antes de qualquer medida.
Segundo ela, caso Bruno se apresente agora, existe o risco de ele ser mantido em regime fechado, o que a defesa considera uma medida inadequada.
Ainda de acordo com a advogada, desde que recebeu o benefício da liberdade condicional, o ex-jogador vinha cumprindo regularmente as condições impostas, comparecendo aos órgãos de acompanhamento sempre que solicitado, mantendo endereço atualizado e seguindo as determinações da Justiça.
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