
A depressão é um problema de saúde pública global que, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), deve se tornar a doença mais comum do mundo até 2030, afetando mais pessoas do que qualquer outro transtorno.
Hoje, mais de 300 milhões de pessoas vivem com a condição, sendo o Brasil o país com a maior prevalência de diagnósticos na América Latina, tendo 5,8% da população afetada. Diante disso, pesquisadores buscam alternativas para a prevenção e o tratamento da doença, contexto em que a alimentação tem ganhado destaque pelos impactos à saúde mental.
Segundo pesquisa publicada na RevistaFT, que revisou artigos publicados em um período de cinco anos, de 2019 a 2024, dietas ricas em alimentos processados e pobres em nutrientes estão associadas a um aumento nos sintomas de depressão e ansiedade.
Ao abordar o impacto da alimentação na saúde mental, o estudo conclui que dietas balanceadas, ricas em ômega-3, vitaminas B e D, magnésio e zinco podem contribuir para a saúde mental. Além de reduzir os sintomas, essas intervenções nutricionais podem ajudar na prevenção, diminuindo o risco de patologias mentais mais recorrentes.
A vitamina D é um dos nutrientes mais estudados nesse contexto. Pesquisas evidenciam que sua deficiência pode estar associada ao aumento do risco de sintomas depressivos, sobretudo em idosos.
A pesquisa de doutorado realizada pela nutricionista e pesquisadora da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), Gilciane Ceolin, desenvolvida com dados do estudo EpiFloripa Idoso, revelou que idosos com deficiência de vitamina D (<20 ng/mL) tinham um risco 2,27 vezes maior de apresentar sintomas depressivos em comparação aos que apresentavam níveis normais (>30 ng/mL).
O trabalho conquistou o Prêmio CAPES de Tese na área de Nutrição. A autora do estudo diz que, apesar de ainda não ser possível afirmar definitivamente que a vitamina D atua como tratamento ou medida preventiva para a depressão, os resultados indicam que ela pode ter um papel a ser explorado, abrindo caminho para novos métodos terapêuticos voltadas à saúde mental dos idosos.
Outro nutriente que tem sido apontado como benéfico para a saúde mental é o ômega-3. De acordo com a Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia do Estado de São Paulo (SBGG-SP), esse ácido graxo tem ação antioxidante e pode auxiliar na prevenção da depressão e de distúrbios cognitivos, como a demência.
Usado na gravidez, ácido fólico também pode ajudar no tratamento da depressão
O ácido fólico, recomendado pelo Ministério da Saúde durante a gravidez pelo seu papel na formação do tubo neural do feto, também pode impactar a saúde mental. No organismo, essa vitamina é convertida em metilfolato, que participa da produção de neurotransmissores, como a serotonina.
A diferença entre metilfolato e ácido fólico é que o primeiro já está na forma ativa, pronto para ser utilizado pelo organismo. No entanto, de acordo com o ginecologista e obstetra Carlos Eduardo Martins, cerca de 30% da população pode ter dificuldade nessa conversão por conta da deficiência na enzima que participa do processo.
Martins explica que o metilfolato dispensa a necessidade de ser metabolizado, oferecendo maior aproveitamento total ao corpo. Além disso, sua taxa de aproveitamento é 26% superior à do ácido fólico.
Em pesquisa conduzida por pesquisadores do Massachusetts General Hospital e da Escola de Medicina de Harvard, nos Estados Unidos, em parceria com o Centro Médico Samsung, na Coreia do Sul, foi avaliado o impacto do metilfolato em pacientes com depressão bipolar. Durante seis meses, os participantes receberam uma dose diária de 15 mg do suplemento. Ao término da pesquisa, 60% dos pacientes tiveram uma redução de 50% nos sintomas, enquanto 40% alcançaram a remissão da doença.
Outro estudo, desenvolvido por cientistas norte-americanos da Universidade do Alabama, da Clínica Affairs, do Centro de Medicina Familiar Cone Health e da empresa Analytic Services Inc, analisou 554 pacientes que receberam doses diárias de 7,5 mg ou 15 mg de metilfolato ao longo de três meses.
Em ambos os casos, os resultados mostraram melhora nos sintomas e na percepção dos pacientes sobre a própria condição, além de maior satisfação com o tratamento.
Principais sintomas e formas de prevenção
De acordo com o Ministério da Saúde, a depressão pode se manifestar de diversas formas, incluindo cansaço persistente, sensação de tristeza ou apatia, alterações no sono, atraso motor e perda de interesse em atividades antes prazerosas.
Ao serem percebidos sintomas, a orientação é procurar atendimento psiquiátrico. O diagnóstico da depressão é clínico, realizado pelo médico com base na análise detalhada do histórico do paciente e na avaliação do seu estado mental.
O Ministério da Saúde orienta que manter um estilo de vida saudável pode ajudar a prevenir a doença. Além de uma dieta equilibrada, é preciso praticar atividade física regularmente, evitar o consumo de álcool, diminuir as doses diárias de cafeína e não usar drogas ilícitas.
Também é recomendado destinar um tempo na agenda para atividades prazerosas, com intuito de combater o estresse, assim como manter uma rotina de sono regular e não interromper o tratamento sem orientação médica.
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