
BRASÍLIA - A Polícia Federal prendeu, na manhã desta quarta-feira (15/4), os cantores de funk MC Ryan SP e MC Poze do Rodo durante uma megaoperação que investiga uma organização criminosa suspeita de lavar dinheiro e realizar transações ilegais que somam mais de R$ 1,6 bilhão. Parte dessas movimentações teria ocorrido por meio de criptoativos, no Brasil e no exterior.
A operação, batizada de Operação Narco Fluxo, também tem como alvo diversos influenciadores digitais, entre eles Chrys Dias, que possui 14,7 milhões de seguidores. Ele ficou conhecido por exibir uma rotina de luxo ao lado de artistas, como MC Ryan SP, além de divulgar rifas e sorteios online de bens de alto valor, como carros e imóveis - prática que motivou as investigações.
Segundo a PF, “os investigados utilizavam mecanismos para ocultar e dissimular valores, incluindo operações financeiras de grande porte, transporte de dinheiro em espécie e transações com criptoativos”.
A ação é um desdobramento da Operação Narco Bet, deflagrada em 14 de outubro de 2025, que por sua vez teve origem na Operação Narco Vela, responsável por apurar o envio de grandes carregamentos de cocaína para a Europa por via marítima a partir do litoral brasileiro.
Nesta quarta-feira, mais de 200 policiais federais cumpriram 45 mandados de busca e apreensão e 39 de prisão temporária, expedidos pela 5ª Vara Federal de Santos (SP), em endereços no Distrito Federal e nos estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Pernambuco, Espírito Santo, Maranhão, Santa Catarina, Paraná e Goiás.
Também foram determinadas medidas de bloqueio de bens, incluindo o sequestro de patrimônios e restrições societárias, com o objetivo de interromper as atividades ilícitas e garantir eventual ressarcimento.
Prisões e antecedentes
Ryan Santana dos Santos, o MC Ryan SP, foi preso durante uma festa na Riviera de São Lourenço, em Bertioga (SP). Já Marlon Brandon Coelho Couto Silva, conhecido como MC Poze do Rodo, foi detido em sua residência, localizada em um condomínio de luxo no bairro Recreio dos Bandeirantes, no Rio de Janeiro.
A defesa de Poze informou, em nota, que ainda não teve acesso ao teor do mandado de prisão e que irá se manifestar na Justiça assim que obtiver os documentos.
O funkeiro já havia sido preso em maio de 2025 por agentes da Delegacia de Repressão a Entorpecentes (DRE) da Polícia Civil do Rio de Janeiro, sob suspeita de envolvimento com o tráfico de drogas e apologia ao crime em músicas e apresentações. Ele foi solto dias depois e passou a responder ao processo em liberdade.
No mesmo período, MC Ryan SP também foi detido após realizar manobras perigosas e danificar o gramado do Estádio Barão da Serra Negra, em Piracicaba (SP). Ele foi liberado após pagar fiança de R$ 1 milhão, conforme decisão do Tribunal de Justiça de São Paulo.
O artista, que acumula mais de 15 milhões de seguidores nas redes sociais e é conhecido pelo estilo “ostentação”, já se envolveu em outras ocorrências, incluindo vídeos dirigindo acima da velocidade permitida e um episódio em que foi filmado agredindo uma ex-namorada.
Durante a operação desta quarta-feira, agentes federais apreenderam veículos, dinheiro em espécie, joias, armas de grosso calibre, além de documentos e equipamentos eletrônicos que devem auxiliar no aprofundamento das investigações.
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