
O Governo de Minas confirmou o fechamento definitivo do antigo Hospital Colônia de Barbacena, instituição que se tornou símbolo de violações de direitos humanos no Brasil. A decisão será concluída após a transferência dos últimos 12 pacientes que ainda residem no local.
De acordo com o Estado, os internos não têm vínculo familiar e serão encaminhados para outra unidade em Barbacena, administrada pela prefeitura. A mudança deve ocorrer nas próximas semanas.
Fundado em 1903, o Hospital Colônia ganhou notoriedade pelas denúncias de maus-tratos, abandono e internações forçadas de milhares de pessoas, muitas delas sem qualquer diagnóstico psiquiátrico. Ao longo das décadas, o espaço recebeu indivíduos marginalizados, como mulheres, homossexuais, pessoas com deficiência e opositores políticos.
A estimativa é de que cerca de 60 mil pessoas tenham morrido no local em razão das condições precárias e desumanas. A tragédia ficou conhecida nacionalmente como “Holocausto Brasileiro”, expressão que dá nome ao livro da jornalista Daniela Arbex sobre a história da instituição.
Hoje, o espaço funciona como Centro Hospitalar Psiquiátrico de Barbacena e também abriga o Museu da Loucura, dedicado à preservação da memória das violações ocorridas no local.
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