
Na última segunda-feira (18), a Embrapa Milho e Sorgo, sediada em Sete Lagoas, recebeu uma comitiva oficial do governo japonês. O encontro teve como foco o intercâmbio de conhecimentos sobre sistemas agrícolas e tecnologias tropicais. As informações levantadas pelos visitantes serão utilizadas em uma reportagem internacional sobre o fornecimento de matérias-primas para ração animal e o potencial exportador brasileiro.
Missão estratégica e cooperação internacional
A comitiva foi formada por especialistas da Agriculture & Livestock Industries Corporation (Alic) — agência responsável pela regulação de importações agropecuárias no Japão — e representantes do Norinchukin Research Institute Co. Ltd.. A visita foi conduzida pela liderança da unidade, incluindo o chefe-geral Vinícius Guimarães, o chefe-adjunto de Transferência de Tecnologia, Frederico Botelho, e o pesquisador Miguel Gontijo.
Tecnologia tropical e evolução do campo
Durante as reuniões, a equipe da Embrapa apresentou um panorama sobre a evolução da agricultura brasileira e como a ciência permitiu a adaptação de culturas para ambientes tropicais. Entre os temas que mais despertaram o interesse da delegação japonesa, destacam-se:
Melhoramento genético: Avanços nas culturas de milho, sorgo e milheto;
Manejo de solo: Técnicas avançadas de adubação, correção do solo e controle fitossanitário;
Inovação sustentável: Aplicação do Sistema Antecipe, desenvolvimento de bioinsumos e estratégias para a intensificação sustentável dos sistemas de produção.
Protagonismo global e sustentabilidade
Para Frederico Botelho, o encontro foi fundamental para consolidar a imagem da agropecuária nacional no exterior. Segundo o chefe-adjunto, o trabalho da Embrapa foi decisivo para a autossuficiência do país e a expansão da produção da "safrinha", transformando o Brasil em um dos maiores exportadores globais.
Além de apresentar a alta produtividade, a agenda reforçou o compromisso do Brasil com práticas sustentáveis. "A visita foi importante para reafirmar a sustentabilidade da agropecuária brasileira e mostrar como a ciência converteu o país em uma potência produtiva", destacou Botelho.
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