
O Tribunal de Contas do Estado de Minas Gerais (TCE-MG) proibiu o uso de R$ 18,9 milhões que seriam destinados à realização de shows e infraestrutura de eventos em 24 prefeituras de Minas Gerais.
A decisão foi divulgada nesta sexta-feira após o tribunal identificar possíveis irregularidades e uma inversão de prioridades na utilização dos recursos públicos.
Segundo o TCE-MG, cidades de pequeno porte estariam comprometendo parcelas significativas de seus orçamentos com festividades, enquanto áreas consideradas essenciais deveriam receber prioridade.
Entre os municípios citados no relatório estão:
De acordo com o tribunal, o levantamento identificou “graves distorções fiscais” em parte das administrações municipais analisadas.
Após a fiscalização, a presidência do TCE-MG publicou um ofício estabelecendo novas regras para contratação de shows e eventos pelas prefeituras mineiras.
O objetivo, segundo o órgão, é impedir possíveis casos de superfaturamento e reforçar o controle sobre os gastos públicos.
Ainda conforme o tribunal, as medidas funcionam como um “freio institucional”, obrigando gestores municipais a priorizarem a responsabilidade fiscal antes da realização de grandes eventos e contratações artísticas.
O TCE-MG informou que continuará monitorando os gastos públicos relacionados a festividades e eventos realizados pelas administrações municipais.
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