
A Fifa anunciou a abertura de uma investigação para apurar a confusão envolvendo jogadores e integrantes da comissão técnica da Argentina após a derrota por 1 a 0 para a Espanha na final da Copa do Mundo de 2026, disputada no último domingo (19), no MetLife Stadium, em Nova Jersey, Estados Unidos.
O Comitê Disciplinar da entidade nomeou um procurador de disciplina e ética para analisar os acontecimentos registrados logo após o apito final. Caso sejam constatadas infrações ao Código Disciplinar da Fifa, jogadores, membros da comissão técnica e até a Associação do Futebol Argentino (AFA) poderão sofrer punições, como suspensões e multas.
Segundo imagens da transmissão e relatos da imprensa internacional, a confusão começou enquanto os jogadores da Espanha comemoravam o título. O volante Rodri, que havia sido substituído durante a prorrogação, entrou em campo para celebrar e teria sido atingido por Nahuel Molina, dando início ao tumulto.
Na sequência, Leandro Paredes, Thiago Almada e o auxiliar técnico Roberto Ayala também aparecem envolvidos na briga. Imagens mostram Paredes atingindo Eric García na região da garganta, enquanto Almada derruba Gavi. Ayala também é visto em confronto com jogadores espanhóis.
Durante a partida, a Argentina já havia terminado com um jogador expulso. Enzo Fernández recebeu o segundo cartão amarelo nos acréscimos do segundo tempo.
A Fifa informou que o procurador disciplinar avaliará todas as circunstâncias do caso antes de definir se haverá denúncias formais. O processo pode considerar infrações relacionadas à violência, comportamento antidesportivo e violação dos princípios de fair play.
Caso haja condenação, as punições podem incluir suspensões em competições organizadas pela Fifa e multas à AFA.
Além da confusão na final, a seleção argentina já era alvo de outro procedimento disciplinar aberto pela Fifa após a semifinal contra a Inglaterra. Na ocasião, jogadores comemoraram a classificação exibindo uma faixa com a frase "Las Malvinas son Argentinas", referência à disputa territorial entre Argentina e Reino Unido pelas Ilhas Malvinas.
Até o momento, a Fifa não informou quando a investigação será concluída nem quais atletas poderão responder formalmente ao processo disciplinar.
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