
O governo dos Estados Unidos anunciou a aplicação de uma tarifa adicional de 12,5% sobre produtos importados de diversos países, entre eles o Brasil. A medida foi adotada após uma investigação comercial conduzida pelo Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR), que avaliou possíveis riscos relacionados ao uso de trabalho forçado em cadeias produtivas internacionais.
Ao contrário do que pode parecer, a nova sobretaxa não foi direcionada exclusivamente ao Brasil. A investigação envolveu aproximadamente 60 parceiros comerciais, e 54 deles passarão a pagar a tarifa adicional de 12,5%, incluindo países como China, Argentina, Austrália, Japão, Índia, Reino Unido e África do Sul.
Já Canadá, México, Indonésia, Equador, Paquistão e os países da União Europeia foram enquadrados em uma tarifa adicional de 10%, por possuírem mecanismos de fiscalização considerados mais avançados pelas autoridades norte-americanas.
Segundo o governo dos Estados Unidos, a medida tem como fundamento a Seção 301 da Lei de Comércio de 1974, que permite a adoção de sanções comerciais quando práticas de outros países são consideradas prejudiciais ao comércio norte-americano.
A justificativa apresentada é reforçar o combate à importação de produtos que possam estar ligados, direta ou indiretamente, ao trabalho forçado em suas cadeias de produção.
Além disso, a nova política substitui uma tarifa global de 10% adotada anteriormente, que deixou de vigorar após decisão da Suprema Corte dos Estados Unidos. Com isso, o governo norte-americano passou a utilizar investigações específicas para embasar novas cobranças.
Em alguns setores, a nova sobretaxa de 12,5% será somada a impostos já existentes. Com isso, determinados produtos brasileiros poderão enfrentar uma carga tarifária total de até 37,5% para ingressar no mercado norte-americano.
O percentual final dependerá da categoria de cada mercadoria e das tarifas que já incidiam anteriormente.
O governo brasileiro contesta a decisão e afirma que o país possui uma das legislações mais rígidas do mundo no combate ao trabalho análogo à escravidão. Em manifestações anteriores, o Ministério das Relações Exteriores classificou eventuais sanções unilaterais como desproporcionais.
Ainda é aguardada a divulgação da lista definitiva de produtos que poderão ser excluídos da nova sobretaxa. Entre os itens que podem ficar de fora estão carnes bovinas, café, frutas tropicais, castanhas, cacau, chás, erva-mate, especiarias e sucos.
Especialistas avaliam que a medida pode aumentar os custos de importação nos Estados Unidos e pressionar os preços ao consumidor. Caso a inflação permaneça elevada, o Federal Reserve, banco central norte-americano, poderá manter os juros em patamares altos por mais tempo.
Esse cenário tende a fortalecer o dólar frente a outras moedas e aumentar a volatilidade dos mercados financeiros, refletindo também sobre economias emergentes, como a brasileira, especialmente nos setores voltados à exportação.
ELEIÇÕES 2026 Lula e Flávio Bolsonaro estão em empate técnico no segundo turno, aponta pesquisa
CLIMA Minas Gerais tem 46 microrregiões sob alerta para tempestades severas; Sete Lagoas está na lista
SAÚDE Anvisa aprova novo medicamento oral para prevenção de crises de enxaqueca
SETE LAGOAS Mega-Sena sorteia prêmio de R$ 70 milhões nesta terça-feira
SETE LAGOAS Incêndio destrói carro na Rua Professor Abeylard, em Sete Lagoas
SETE LAGOAS Câmara de Sete Lagoas homenageia corretores de imóveis em sessão solene
SETE LAGOAS Nayara Maia é eleita Miss Brasil Trans 2026 e leva representatividade de Sete Lagoas ao cenário nacional
CRISE NO SUPREMO André Mendonça afasta diretor-geral da PF em meio à crise no STF
SETE LAGOAS Com sinais de hipotermia, homem é resgatado após cair no córrego do Diogo, em Sete Lagoas Mín. 17° Máx. 27°
