
A ausência de jogadores como Gerson e Matheus Pereira faria diferença em qualquer equipe. No Cruzeiro, no entanto, o problema fica ainda mais evidente pela falta de opções capazes de manter o mesmo nível técnico ou oferecer novas alternativas durante a partida. A derrota por 1 a 0 para o Botafogo deixou claro que a Raposa precisa encontrar soluções, seja dentro do próprio elenco ou por meio de reforços.
Sem os dois titulares, Artur Jorge escalou Matheus Henrique e Bruno Rodrigues, enquanto Marquinhos ficou responsável pela ponta direita. Entre os três, o camisa 11 foi quem apresentou o melhor desempenho, mas atuando em uma função mais próxima da exercida por Bruno Rodrigues.
Matheus Henrique teve participação discreta, e Bruno Rodrigues não conseguiu assumir o papel de articulador da equipe. Diante disso, Marquinhos passou a concentrar as principais jogadas ofensivas do Cruzeiro. Em uma delas, puxou um contra-ataque em velocidade e deixou Kaio Jorge frente a frente com o goleiro, mas o atacante desperdiçou a oportunidade.
A equipe celeste fez um bom primeiro tempo, controlando mais a posse de bola e criando duas boas chances em apenas quatro finalizações. Apesar disso, voltou a sofrer com a falta de eficiência nas conclusões. A partir dos 30 minutos, o Botafogo cresceu na partida, passou a controlar mais as ações e obrigou Otávio a fazer uma importante defesa.
A situação do Cruzeiro ficou ainda mais complicada aos 37 minutos, quando Sinisterra sentiu dores na coxa direita e precisou ser substituído por Wanderson. Assim como outros jogadores que saíram do banco, ele não conseguiu alterar o panorama do confronto. Pouco depois, aos 41 minutos, Justino apareceu livre de marcação, aproveitou a falha de Gabriel Rojas e marcou o gol que definiu o placar.
Na etapa final, o Botafogo voltou melhor e criou as primeiras oportunidades. Em uma delas, Jonathan Jesus chegou atrasado na marcação, cometeu falta e recebeu cartão amarelo. Ele seria substituído na sequência, mas Fabrício Bruno pediu para deixar o campo após sentir um desconforto muscular.
Buscando reação, Artur Jorge promoveu mudanças. Marquinhos, Fagner e Gabriel Rojas deram lugar a Arroyo, William e Kauã Moraes. Entre os substitutos, Arroyo foi quem teve o desempenho mais positivo, oferecendo mais mobilidade ao setor ofensivo e arriscando finalizações, embora ainda demonstrasse falta de ritmo de jogo.
O resultado refletiu um problema que o Cruzeiro vem enfrentando. A equipe conta com um time titular competitivo, mas encontra dificuldades para manter o mesmo rendimento quando precisa recorrer ao banco de reservas. Lesões e suspensões acabam evidenciando ainda mais essa diferença técnica.
Após a partida, Artur Jorge afirmou que o momento talvez não seja o mais adequado para lançar os jovens que vêm sendo relacionados. Ainda assim, o Cruzeiro precisa ampliar suas opções. Seja aproveitando outros atletas do elenco ou buscando reforços no mercado, a equipe terá de encontrar alternativas, já que as soluções testadas até agora não corresponderam às expectativas.
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