
Um dia depois de anunciar que não disputaria o Governo de Minas Gerais, o senador Cleitinho Azevedo voltou atrás e pediu autorização ao Republicanos para concorrer ao cargo nas eleições de 2026.
O novo posicionamento foi apresentado nesta terça-feira (4), durante a convenção nacional da legenda, realizada em Brasília. Diante dos dirigentes e filiados, o senador fez um apelo ao presidente nacional do partido, deputado federal Marcos Pereira, para que a candidatura seja autorizada.
“Peço humildemente, do fundo do meu coração. Quem nunca foi e voltou? Levante a mão, por favor. Peço ao presidente que me dê a vaga, que eu não vou decepcionar o povo mineiro”, declarou.
Na segunda-feira (3), Cleitinho apareceu em um vídeo ao lado de Marcos Pereira para anunciar que não seria candidato ao Governo de Minas.
Durante a gravação, o senador chorou e afirmou que não estava emocionalmente preparado para enfrentar uma campanha eleitoral após a morte do irmão mais novo, Matheus Azevedo, que estava em tratamento contra uma leucemia.
Cleitinho explicou que, depois do anúncio, conversou com a mãe e decidiu tentar levar a candidatura adiante.
“Minha mãe falou para mim o seguinte: ‘não desista, a gente vai fazer campanha para você’. Então, pelo meu pai, pela minha mãe, pelo professor, Polícia Militar, caminhoneiros, enfermagem e pelo povo mineiro, eu quero ser candidato ao Governo de Minas Gerais”, afirmou.
Durante a convenção, Marcos Pereira respondeu ao pedido e relembrou que Cleitinho adiou por diversas vezes a definição sobre a candidatura.
O dirigente também citou a ausência do senador na convenção estadual do Republicanos, realizada em 25 de julho, em Belo Horizonte. Na ocasião, a participação de Cleitinho era aguardada para uma definição sobre os rumos da disputa estadual.
Segundo Pereira, o parlamentar contava com o apoio de diferentes lideranças e partidos, mas não teria assumido a própria candidatura no momento esperado.
“O Cleitinho sempre foi o candidato de todos: do Republicanos, do PL, do Valdemar, do Flávio Bolsonaro, dos presidentes nacionais do União e do PP. Talvez ele não tenha sido o candidato de si mesmo. Talvez não tenha assumido o processo que deveria assumir”, declarou.
Marcos Pereira também relatou que, aproximadamente dez minutos depois da gravação em que desistiu da disputa, Cleitinho teria procurado a direção do partido para gravar um novo vídeo anunciando que seria candidato.
“Nós não podemos brincar com a vida das pessoas. Eu seria irresponsável com o povo de Minas ao colocar o Estado nas mãos de uma pessoa que, em um momento, pensa uma coisa e, poucos minutos depois, pensa outra”, argumentou o presidente do Republicanos.
Apesar do novo pedido feito pelo senador, a candidatura ainda depende do aval da direção partidária.
O Republicanos já vinha avaliando outros caminhos para a disputa pelo Governo de Minas após os sucessivos adiamentos e o anúncio de desistência feito por Cleitinho.
A situação permanece indefinida, e uma nova decisão oficial da legenda poderá alterar novamente o cenário eleitoral em Minas Gerais.
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