

O homem de 28 anos apontado como autor do feminicídio que chocou Funilândia nesta semana já havia sido preso em outra ocorrência envolvendo violência doméstica e dano ao patrimônio público. João Paulo Magela Teixeira foi detido em março deste ano após danificar uma janela do destacamento da Polícia Militar em Jequitibá.
Segundo informações divulgadas pelo 7DiasNews com base em uma decisão da 3ª Vara Criminal e do Tribunal do Júri da Comarca de Sete Lagoas, o episódio aconteceu em 30 de março, depois de uma ocorrência de violência doméstica.
Conforme o relato do policial responsável pela prisão, João Paulo teria ameaçado de morte Gerssica de Souza Vieira, de 31 anos, que posteriormente foi assassinada por ele em Funilândia. Ainda segundo o registro citado na decisão, após a ocorrência, o homem teria quebrado uma janela do destacamento policial de Jequitibá e posteriormente admitido o dano.
Após ser localizado, João Paulo teria resistido à prisão e precisado ser algemado. Ele passou por atendimento médico e, em seguida, foi levado para a delegacia, onde permaneceu em silêncio durante o depoimento.
Naquele processo, o Ministério Público de Minas Gerais pediu a concessão de liberdade provisória, com a aplicação de medidas cautelares.
O pedido foi aceito pela Justiça. Entre os argumentos apresentados na decisão estava o fato de João Paulo ser considerado réu primário e a avaliação de que não seria necessária, naquele momento, a prisão preventiva, considerada uma medida de caráter excepcional.
Com a decisão, ele foi colocado em liberdade, mas ficou submetido a algumas restrições. Entre elas estavam a obrigação de não permanecer fora da comarca por mais de oito dias, manter o endereço atualizado e comparecer aos atos do processo. Também havia determinação para que não frequentasse locais conhecidos como pontos de venda de drogas.
Meses depois, João Paulo voltou a ser envolvido em uma ocorrência de violência contra a mesma mulher citada no processo anterior.
Na noite de segunda-feira (19), Gerssica de Souza Vieira, de 31 anos, foi morta em uma propriedade rural no distrito de Núcleo João Pinheiro (Sede), em Funilândia, a cerca de 20 quilômetros de Sete Lagoas.
Segundo o registro da ocorrência, após o assassinato, João Paulo divulgou imagens da vítima pelo WhatsApp. O proprietário do sítio recebeu o conteúdo e acionou a Polícia Militar.
Quando os policiais chegaram à propriedade, precisaram percorrer parte do trajeto a pé até as residências. Conforme o boletim, o homem teria deixado o imóvel e efetuado disparos contra os militares utilizando uma carabina calibre .22.
Houve troca de tiros e o suspeito acabou atingido. Segundo o registro, ele caiu ainda segurando a arma e teve a morte constatada no local.
Gerssica foi encontrada sem vida em outra residência da propriedade, com ferimentos provocados por disparos de arma de fogo e outras marcas de violência.
A perícia recolheu munições e outros vestígios, além de celulares que deverão ser analisados durante a investigação.
Segundo a Polícia Militar, João Paulo já possuía histórico de violência doméstica e havia sido acompanhado pela Patrulha de Prevenção à Violência Doméstica.
O caso é investigado pelas autoridades competentes.
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