
Até 2060, Minas Gerais será o Estado com o maior número de idosos em todo o país. Daqui a quatro décadas, quase um em cada três mineiros terá 65 anos ou mais – serão 28,7% da população local, contra 25,5% da média nacional. Os mineiros mais velhos se tornarão maioria em comparação aos jovens de até 14 anos já a partir de 2033. É o que aponta uma projeção divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
A velocidade no processo de envelhecimento já é levada em consideração por quem ainda chegará à terceira idade. “Procuro manter reservas para não depender da solidariedade das pessoas a minha volta”, conta o advogado Victor Lucchesi, 23, que completará 65 anos em 2060.
E os impactos não serão poucos. A cada dez mineiros, sete serão dependentes economicamente da população ativa com força de trabalho (entre 15 e 64 anos).
O demógrafo Tadeu Oliveira, um dos responsáveis pela pesquisa do IBGE, explica os principais fatores associados a esse cenário. “A dinâmica demográfica do Brasil está ligada ao comportamento de fecundidade. As pessoas têm cada vez menos filhos e/ou adiam as gestações. Esse fato, unido ao aumento da expectativa de vida, resulta no envelhecimento da população”, diz o pesquisador.
Menos filhos. A taxa de fecundidade das mineiras é uma das mais baixas: 1,62 filho por mulher, contra 1,77 no país. Em 2060, esse índice deverá chegar a 1,55 no Estado, contra 1,66 no Brasil. As mineiras têm filhos, em média, aos 27,7 anos. Em 2060, esse número subirá para 28,62. A comunicadora social Josiane Souza, 27, integra esse montante. “Ainda me pergunto muito sobre filhos, mas a balança hoje pesa mais para o não”, afirma.
De acordo com Tadeu Oliveira, o envelhecimento da população brasileira é um processo irreversível. “A tendência é que esse processo continue acontecendo cada vez mais com o passar dos anos”, afirma o demógrafo. Segundo ele, seriam necessários investimentos imediatos para aumentar a natalidade para se obter os primeiros resultados apenas dentro de aproximadamente 40 anos.
Caminhos. A demógrafa Ana Amélia Camarano, pesquisadora do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), alerta que é preciso preparar o país para esse fenômeno, investindo na população idosa para que ela se torne mais produtiva.
“Esse processo está acontecendo pela primeira vez no país. Para evitar impactos negativos, precisamos garantir a empregabilidade desses idosos, não apenas dando canetada para aumentar a idade mínima de aposentadoria, mas capacitando e recapacitando essas pessoas profissionalmente”, pontua Ana Amélia. A pesquisadora, que é referência em estudos sobre políticas para a terceira idade, cita, ainda a necessidade de se promover melhores condições de trabalho, de saúde e de mobilidade para as pessoas dessa faixa etária.
Rio de Janeiro. O Brasil atingiu a marca de 208,4 milhões de habitantes em 2018, segundo estimativa do IBGE divulgada ontem. O dado é uma projeção com base no levantamento populacional do Censo de 2010. A população brasileira em 2018 teve aumento de 0,38% (ou 800 mil pessoas) em relação ao contingente de 2017, quando era de 207,6 milhões.
O dado mais recente mostrou que o crescimento populacional brasileiro está desacelerando. Ou seja, a cada ano a população cresce menos. De 2016 para 2017, o crescimento havia sido de 1,6 milhão de pessoas, o dobro do registrado na passagem de 2017 para 2018.
O IBGE estimou que a população brasileira continuará a crescer pelos próximos 29 anos, até 2047, quando deverá atingir 233,2 milhões. Nos anos seguintes, estima o instituto, a população cairá gradualmente, até chegar a 228,3 milhões, em 2060.
A idade média da população brasileira em 2018 é de 32,6 anos. O Estado mais jovem é o Acre, com população com idade média de 24,9 anos. O Rio Grande do Sul é o mais envelhecido, com 35,9 anos.
Em 2018, o país teve mais 1,6 milhão a mais de nascimentos do que mortes (até 1º de julho, data de referência da pesquisa). Apesar da expectativa de vida maior em 2060 frente a 2018, a relação entre nascimentos e óbitos sofrerá reversão no futuro. O país terá, em 2060, 736 óbitos a mais do que nascimentos, segundo estimativa do IBGE, fato que também contribui para o envelhecimento da população.
Por Thuany Motta - OTempo

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