
Às vésperas da convenção nacional que elegerá um novo presidente para o Partido Social Democrata Brasileiro (PSDB), os tucanos lançarão nesta quinta-feira, 30, um novo código de ética que regerá o futuro da sigla. Herança que será deixada por Geraldo Alckmin, que ocupa a liderança do PSDB desde 2017 e passará o bastão na próxima sexta-feira, as novas normas buscam renovar a imagem após a desastrosa derrota eleitoral do último ano. Embora o cenário seja de reformulação, o partido deve rejeitar a expulsão de caciques envolvidos na Lava-Jato.
O caso mais emblemático é o do ex-senador Aécio Neves em 2017 chegou a ter um pedido de prisão expedido pela Procuradoria Geral da República em uma investigação sobre supostos pagamentos de propina pelo grupo J&F. Na última quarta-feira, a justiça federal de São Paulo determinou o bloqueio de 128 milhões de reais nas contas do atual deputado, que é investigado por ter recebido vantagens indevidas de Joesley Batista, do grupo J&F.
Aécio é ainda investigado em outros nove inquéritos e também é réu em uma ação criminal por corrupção no Supremo Tribunal Federal. Segundo o novo código de ética do PSDB, entretanto, será passível de expulsão apenas o político condenado em segunda instância, o que livrará o tucano da desfiliação. O mesmo também deve acontecer com o ex-governador do Paraná, Beto Richa, que chegou a ser preso pela Polícia Federal duas vezes e é réu pelos crimes corrupção, de obstrução de justiça, organização criminosa e prorrogação indevida de licitações.
Mesmo poupando Aécio, o novo código de ética é tratado por Alckmin como a chave para “aproximar o partido da sua militância e dos anseios da sociedade”. Na sexta-feira, 31, o PSDB escolherá um novo presidente em sua convenção nacional, e o mais cotado ao posto é o ex-deputado federal pernambucano Bruno Araújo, aliado do governo de São Paulo, João Doria.

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