
Técnicos e representantes da administração do Executivo estiveram na Câmara, nesta quarta-feira (03), para dar início a Audiência Pública de demonstração das metas fiscais do Executivo no primeiro quadrimestre deste ano. As secretarias foram divididas e os trabalhos se estendem até a próxima sexta-feira. A direção da sessão fica por conta do presidente da Comissão de Fiscalização Financeira, Orçamentária e de Tomada de Contas (CFFOTC), vereador Milton Martins (PSC).
A apresentação do relatório de gestão fiscal e seus anexos marcou o início dos trabalhos. O economista Gustavo Violante foi quem fez a explanação e revelou um aumento na receita do município de R$ 594 milhões em 2018 para R$ 605 milhões em 2019. De acordo com Gustavo, desse total, R$ 351 milhões foram empenhados para o pagamento da folha salarial. “A despesa total do pessoal ficou em 58%, abaixo dos 60% previstos em lei”, disse.
Na sequência foi a vez do gerente do Serviço Autônomo de Água e Esgoto (SAAE), Aislan Teixeira, dizer que a autarquia tem uma receita prevista de R$ 79 milhões para o ano. E que nos meses de janeiro e fevereiro a arrecadação efetiva foi R$ 6,5 milhões, pouco abaixo dos R$ 6,6 milhões esperados. “A gente já trabalha com essa expectativa uma vez que nesses meses as pessoas têm muitas despesas. A partir de março a arrecadação voltou ao esperado”, comunicou.
A secretária de Educação, Roselene Alves, citou o pagamento, em atraso, do 13° salário como um dos grandes desafios da pasta. Ela disse ainda que vai trabalhar para fazer benfeitorias em algumas escolas. As adequações foram apontadas em laudos que a gestora recebeu recentemente depois que assumiu o cargo.
Por fim, a secretaria de Saúde encerrou a manhã de trabalho. O gestor da pasta, o médico Flávio Pimenta, ainda se inteirando de todas as demandas e trabalhos realizados pela equipe, revelou que pretende redirecionar o fluxo de pacientes para otimizar os serviços. De acordo com Pimenta, muitas pessoas buscam atendimento emergencial sem realmente necessitar e isso causa gasto desnecessário. Ele revelou que 75% da receita da saúde precisa ser investida na urgência e emergência.
No encerramento dos trabalhos Milton Martins demonstrou preocupação com a questão dos salários dos servidores e também com a reserva de caixa do município. Ele avaliou como positiva as apresentações. Nesta quinta-feira (04) são aguardados os gestores das secretarias de Obras, Desenvolvimento, Administração e Cultura e Juventude.
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