
O homem suspeito de desviar o dinheiro arrecadado em campanha para tratamento do filho em Conselheiro Lafaeite, na região Central de Minas, deve responder por quatro crimes.
Após a conclusão do inquérito policial, o delegado Daniel Gomes indiciou Mateus Henrique Leroy Alves, de 37 anos, pelos crimes de estelionato, apropriação e desvio de valores de pessoa portadora de deficiência, abandono material e falsa comunicação de crime.
O pequeno João Miguel, de 1 ano e 7 meses, sofre de Atrofia Muscular Espinhal. As investigações apontaram que, em maio deste ano, Mateus saiu de casa e continuou com as campanhas nas redes sociais, fornecendo os números das contas sob sua responsabilidade e também deixando à disposição o número de seu telefone para receber doações.
Nesse período, Mateus recebeu várias doações. Ainda segundo os levantamentos, o suspeito continuou a dar destinação diversa da que ele alegava nas redes sociais, induzindo e mantendo a sociedade em erro, para obter vantagem indevida. Ele responderá, portanto, pelo crime de estelionato, cuja pena varia de 1 a 5 anos de prisão.
Com relação às doações obtidas nos meses anteriores a maio, o inquérito aponta que Mateus passou a se apropriar delas e a desviar os recursos de seu filho portador de deficiência, cometendo o crime específico da lei 13.169, em seu artigo 89, com pena de 1 a 4 anos de prisão.
Além disso, Mateus responderá pelo crime de abandono material, uma vez que abandonou sua esposa e filhos menores de idade, que dependiam de seu rendimento mensal de mil e duzentos reais para custear as despesas da casa, podendo a pena chegar até 4 anos de prisão.
De acordo com o delegado Daniel Gomes, os dados levantados demonstram que Mateus mentiu durante seu interrogatório ao alegar que foi extorquido por traficante, praticando, portanto, comunicação falsa de crime, com pena de 1 a seis meses de prisão.
“Tais conclusões foram obtidas no curso do Inquérito com análise de novos dados e uma análise criteriosa de dados técnicos que possibilitaram o indiciamento do investigado”, explicou.
O Delegado afirmou, ainda, que um segundo Inquérito Policial foi instaurado para apuração dos crimes de lavagem de dinheiro e associação criminosa, que demandam um aprofundamento maior das investigações.

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