
Suspeita de tentar trocar o recém-nascido a que deu à luz por um barracão, uma mulher de 30 anos foi presa, nesse domingo (1°), ainda no hospital onde pariu a criança, em Várzea da Palma, região Norte de Minas Gerais. O crime foi descoberto por médicos que a atenderam e que suspeitaram do documento falso por ela apresentado. Assim como a suspeita, a mulher que compraria o bebê também recebeu voz de prisão.
Era tarde quando a mãe chegou ao hospital do município, já em trabalho de parto. Na recepção, ela apresentou uma carteira de motorista com um nome diferente do seu e com data de nascimento muito anterior à sua. O documento pertencia a uma mulher de 46 anos, 16 mais que ela, a quem o recém-nascido seria vendido.
Desconfiados da contradição entre idade e aparência da gestante, médicos acionaram a Polícia Militar e, quando questionada, a mulher confessou que aquele documento não era seu. Segundo ela, a carteira de motorista foi apresentada durante o atendimento para trabalho de parto para que a certidão de nascimento da criança fosse registrada no nome da compradora, sem levantar suspeitas.
Ao ser denunciada, a mulher de 46 anos que adquiriria o bebê confirmou os fatos aos policiais e afirmou que, em troca da criança, compraria um barracão no bairro Princesa para a mãe do neném. Nenhuma das duas detalhou como a negociação teria acontecido e se se conheciam há muito tempo.
O recém-nascido, por sua vez, sofreu complicações clínicas após o parto e precisou ser encaminhada à Unidade de Tratamento Intensivo (UTI) de um hospital não informado em Pirapora, cidade próxima a Várzea da Palma.
A mulher de 30 anos é, também, mãe de uma criança pequena, cuja idade não foi divulgada pela Polícia Militar. Assim como o bebê, esta também está sob os cuidados do Conselho Tutelar da região.
A Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) informou que foi feita uma transação bancária entre as duas mulheres, mas o valor não foi divulgado. Elas foram presas em flagrante pelo crime de falsidade ideológica e encaminhadas ao sistema prisional.
A PCMG abriu um inquérito para investigar o caso.
No hospital onde tudo aconteceu, funcionários não estão autorizados a passar qualquer dado ou informação sobre o caso. Segundo uma recepcionista que atendeu a reportagem, nenhuma nota será emitida a respeito do assunto.

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