

O Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) pediu ao Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG) a manutenção do afastamento cautelar do prefeito de Três Marias, Danilo Rezende (Republicanos), investigado no âmbito da Operação Hipócrates.
A manifestação foi protocolada nesta segunda-feira (22) e sustenta que permanecem os elementos que motivaram a decisão judicial que retirou o prefeito do cargo no último dia 10 de junho.
Além do afastamento, Danilo Rezende também segue proibido de acessar a Prefeitura e outros órgãos ligados à administração municipal.
Segundo o Ministério Público, as investigações apuram suspeitas de irregularidades envolvendo contratos do transporte escolar rural no município.
Na petição, os promotores afirmam que a defesa não apresentou fatos novos capazes de alterar o entendimento da Justiça e apontam risco à ordem pública e às investigações caso o prefeito retorne ao cargo.
Entre os indícios citados pelo MPMG estão:
• suspeita de direcionamento na contratação do transporte escolar;
• favorecimento político na distribuição de rotas;
• possível benefício indireto ao prefeito por meio de terceiros;
• interferência em procedimentos administrativos;
• tentativa de dar aparência de legalidade a atos investigados;
• manipulação de informações relacionadas aos contratos;
• envio de informações consideradas incompletas aos órgãos de controle.
O Ministério Público também aponta relatos de intimidação contra testemunhas e pessoas que denunciaram supostas irregularidades na administração municipal.
Segundo os promotores, há registros formalizados junto a órgãos oficiais de pessoas que teriam sofrido represálias após denunciarem fatos relacionados à gestão municipal.
A manifestação relembra ainda que, durante a Operação Hipócrates, foram cumpridos mandados de busca e apreensão em Três Marias, Belo Horizonte e Patrocínio. De acordo com o MPMG, foram apreendidos documentos, equipamentos eletrônicos e valores em espécie considerados relevantes para a investigação.
Outro ponto citado pelo Ministério Público é a aprovação, pela Câmara Municipal de Três Marias, do relatório final de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) que investigou outras suspeitas de irregularidades na administração municipal.
Segundo os promotores, as conclusões da CPI reforçam o cenário de cautela considerado pela Justiça no afastamento do prefeito.
Em nota enviada à imprensa, Danilo Rezende afirmou receber “com absoluta tranquilidade” a manifestação do Ministério Público. O prefeito afastado declarou confiar no devido processo legal e afirmou ter “consciência tranquila” de que não praticou irregularidades.
O caso segue sob análise do Tribunal de Justiça de Minas Gerais.
Créditos: OFator
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