
Mais de 650 mil alunos matriculados nas escolas particulares devem retornar o ensino remoto em Minas nesta terça-feira (2). Os estudantes ficaram 15 dias de férias, que foram antecipadas devido ao novo coronavírus. Porém, em meio à volta às aulas por plataformas digitais, ainda não há previsão para as atividades presenciais nas instituições.
Quando optou por mudar o recesso escolar de julho para maio, o Sindicato das Escolas Particulares (Sinep-MG) acreditou que a pandemia de Covid-19 já estaria controlada no Estado no início de junho. A intenção era que o aprendizado dentro das salas de aula ocorresse a partir desta terça.
No entanto, a expectativa foi frustrada uma vez que os casos da doença crescem em todo o território mineiro. "Quando a gente fez a projeção, pensou que voltaria e não pararia mais até o fim do ano. Por isso, antecipamos o recesso", explicou a presidente do Sinep, Zuleica Reis.
De acordo com o sindicato, as aulas remotas dos ensinos fundamental e médio valem como carga horária para compor o ano letivo de 2020. Já na educação infantil, as atividades visam contribuir para o desenvolvimento das crianças, mas não integram o calendário escolar. Hoje, Minas tem quase 4 mil escolas particulares.
Planejamento
Mesmo sem previsão de retorno das aulas presenciais, a representante do Sinep quer se reunir com o governador Romeu Zema (Novo) para traçar uma espécie de protocolo de segurança. O encontro está previsto para acontecer nesta quarta-feira (3).
"Vamos nos colocar à disposição do governo para trabalharmos juntos. Além disso, vamos tentar contato com o Comitê de Combate à Covid de BH para também iniciarmos essa discussão", disse Zuleica.

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