
A Polícia Civil afirmou nesta segunda-feira (4), que Layse Stephanie Gonzaga Ramalho da Silva, de 21 anos, queimada viva e abandonada às margens da BR-040, foi morta pelo namorado de 37 anos. Segundo as investigações, os dois tinham se conhecido há menos de 40 dias.
A vítima morreu no dia 19 de fevereiro. Ela foi agredida, esfaqueada, queimada viva e abandonada em um carro, na altura de Pedro Leopoldo, na Grande BH. Segundo a polícia, Layze foi morta depois de um sequestro que começou no dia 14 de fevereiro e durou cinco dias.
A vítima ficou presa em em um sítio na cidade de Betim, também na Região Metropolitana de Belo Horizonte. Durante esses dias, ela fazia ligações para a família a mando do namorado, pedindo valores que iam de R$ 30 a R$ 90 mil.
Segundo as investigações, o suspeito se aproximou de Layze com interesse em extorquir tanto ela quanto a família. Ele afirmou que a conheceu por meio de amigos em comum, já a família da jovem disse que os dois se encontraram em um aplicativo de relacionamento.
De início, ele se mostrava um namorado prestativo e protetor, no entanto, com o passar dos dias, passou a pedir altas quantias em dinheiro para Layze. O interesse do suspeito era nos bens da família, de acordo com a polícia.
Ele dizia para a família da vítima que traficantes estariam procurando por ela para matá-la, por causa de uma possível dívida de drogas, o que foi descartado durante as investigações.
O suspeito já responde por crimes de homicídio, uso de documentação falsa, tráfico de drogas e explosão de caixa eletrônico. Antes de vir para Minas Gerais, ele passou uma temporada no Rio de Janeiro, onde foi acusado de agredir sua ex-companheira. Na ocasião, a mulher descobriu que ele usava uma identidade falsa.
A polícia conseguiu chegar até o suspeito a partir dos históricos encontrados em bancos de dados.
Aos investigadores, o suspeito negou participação na morte de Layse e insistiu na versão que a vítima tinha dívidas de drogas.
“Ele tenta passar muita convicção em suas falas. Eu até falei com ele: Você seria um ótimo vendedor, se não fosse bandido”, afirmou o delegado Luca Creido.
O suspeito não teve a identidade divulgada. Ele foi encaminhado ao presídio Antônio Dutra Ladeira, em Ribeirão das Neves, e deve responder por extorsão mediante sequestro com resultado morte, além de feminicídio e uso de documentação falsa.

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