
O Atlético muda o foco mais uma vez. Depois de outro resultado frustrante em casa pelo Campeonato Brasileiro, o Galo de novo aposta na força do Horto para dar a volta por cima e avançar às quartas de final da Copa do Brasil. Nesta quarta-feira, às 21h45, o Alvinegro recebe o Paraná no Independência e precisa da vitória simples para se classificar e selar a paz com a torcida.
Já são três jogos sem vitória. O Galo perdeu para o Fluminense, pelo Campeonato Brasileiro, no Horto (1 a 2). Na última quarta, foi batido pelo próprio Paraná, por 3 a 2, fora de casa, em um jogo que a equipe teve amplo domínio, mas não conseguiu um resultado positivo. Já nesse domingo, contra a Ponte Preta, no Independência, o time de Roger Machado estava à frente no placar, mas cedeu a virada para a equipe paulista em apenas dois minutos, num apagão geral da equipe em campo, e empatou por 2 a 2.
O treinador deu o recado logo depois do empate. A cobrança será feita, como acontece em todos os jogos. No entanto, o momento também é de dar força aos atletas para que eles tenham confiança e consigam inverter a situação na Copa do Brasil.
“Sempre há a cobrança, independentemente do resultado. Se a gente vence e eu entendo que as coisas não ocorreram da forma que deveria ocorrer, também há uma cobrança. Na vitória, se esconde um pouco os defeitos. Contra o Godoy Cruz, tomamos um gol e houve cobrança interna, em função da forma como o gol aconteceu sendo que a gente vencia por 4 a 0. Sempre há a reorganização, a cobrança, o treino e a conversa. Saímos frustrados por mais um resultado ruim em casa, mas a gente tem que estar com a confiança alta para quarta-feira, porque será um jogo decisivo”, disse o treinador.
Para ter mais chances de classificação, o Atlético terá que ter um comprometimento defensivo diferente das últimas partidas, quando sofreu sete gols em três jogos. Roger Machado explicou que quer mais ações no campo de defesa para que a equipe consiga sofrer menos perigo diante dos adversários.
“A partir do momento que eu fiz o placar e não consigo garantir e ter a manutenção dele, marcando forte o adversário, a gente tem problemas. Não podemos deixar de jogar, mas temos que garantir o placar. Tínhamos que evoluir o processo defensivo desde que cheguei. Nesses 28 jogos, quando a gente conseguiu um número alto de ações defensivas, que são desarmes e rebatidas, a gente ganhou 24 deles. Contra o Paraná, foi o número de menos ações. Consequentemente, levamos três gols pela primeira vez na temporada. Não pode voltar a acontecer. Time que quer ser campeão, tem que ser forte defensivamente. Mesmo com jogadores de características ofensivas, tem que participar ativamente da parte defensiva. Senão tenho de empilhar volantes ou colocar zagueiros para tornar o time forte defensivamente”, concluiu.
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