
Caminhoneiros de várias regiões do país organizam uma paralisação nacional marcada para esta quinta-feira (4). O movimento reúne reivindicações estruturais e trabalhistas e, segundo os organizadores, não tem caráter político ou partidário.
A mobilização foi divulgada por meio de vídeos publicados nas redes sociais, nos quais lideranças da categoria reforçam que a paralisação busca chamar a atenção para dificuldades enfrentadas pelos profissionais da estrada, como condições de trabalho, custos operacionais e falta de políticas públicas voltadas ao setor de transportes.
Entre os apoiadores do movimento está o desembargador aposentado Sebastião Coelho, conhecido por sua proximidade com o ex-presidente Jair Bolsonaro. A presença da figura jurídica gerou debates nas redes sociais, mas os representantes dos caminhoneiros afirmam que o foco do ato é exclusivamente trabalhista e estrutural.
O caminhoneiro conhecido como Chicão Caminhoneiro, representante da União Brasileira dos Caminhoneiros, aparece em vídeos ao lado de Sebastião Coelho para confirmar a paralisação e anunciar medidas jurídicas. Segundo eles, uma ação será protocolada na Justiça para assegurar que o movimento ocorra dentro da legalidade e evitar eventuais punições aos participantes.
Os organizadores defendem que a paralisação tem como objetivo pressionar por melhorias concretas para a categoria e pedem adesão dos profissionais de todo o país. Até o momento, não há confirmação oficial sobre o impacto que o movimento poderá causar na logística e no abastecimento de produtos.
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