
A defesa da companheira de Ricardo Lopes de Araújo, conhecido como “Dom”, protocolou um novo pedido de prisão domiciliar, desta vez fundamentado na gravidez da investigada. Ela está presa no Presídio José Abranches Gonçalves, em Ribeirão das Neves, e já havia solicitado anteriormente a revogação da prisão preventiva — pleito negado pela Justiça diante de indícios de participação consciente no esquema de estelionato que fraudava sistemas do Conselho Nacional de Justiça (CNJ).
Conforme apurado, mais de R$ 10,9 milhões transitaram por contas vinculadas à investigada em menos de um ano. Esse volume de movimentações reforçou o entendimento do Ministério Público de Minas Gerais de que seria improvável a ocorrência dos repasses sem o conhecimento da titular. O novo requerimento se apoia no artigo 318-A do Código de Processo Penal, que autoriza a prisão domiciliar para mulheres grávidas ou mães de crianças de até 12 anos, desde que não haja risco de reiteração criminosa ou ameaça às vítimas. A análise do pedido ficará a cargo da 1ª Vara das Garantias de Belo Horizonte.
Enquanto isso, “Dom” permanece foragido desde 20 de dezembro, quando deixou o Ceresp Gameleira, em Belo Horizonte, após a expedição de um alvará de soltura fraudulento. Ele e outros oito investigados foram alvos da Operação Veredicto Sombrio, que desmantelou a organização criminosa responsável por fraudar mandados de prisão e soltura, além de bloqueios de veículos e valores.
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