
Sete Lagoas está entre os municípios mineiros que vão iniciar a vacinação contra a chikungunya a partir do dia 25 de março, dentro de um projeto-piloto conduzido pelo Ministério da Saúde, em parceria com o Governo de Minas Gerais. A medida integra um conjunto de ações voltadas ao fortalecimento do combate às arboviroses no estado.
A aplicação do imunizante já teve início nesta segunda-feira (23) em Sabará e em Congonhas. Além de Sete Lagoas, o município de Santa Luzia também está programado para começar a vacinação na mesma data.
Nesta fase inicial, Minas Gerais recebeu 28,8 mil doses da vacina contra a chikungunya, sendo 19,2 mil destinadas a Sabará e 9,6 mil a Congonhas. A definição das cidades participantes levou em consideração indicadores epidemiológicos, critérios técnicos e a capacidade de vigilância e testagem de cada município.
De acordo com o secretário de Estado de Saúde, Fábio Baccheretti, a escolha de Minas entre os 27 estados brasileiros ocorreu devido à robustez da rede estadual de vigilância em saúde. Segundo ele, os dados obtidos nessa etapa serão fundamentais para embasar futuras ampliações da estratégia de imunização.
Sobre a vacina
O imunizante foi desenvolvido pelo Instituto Butantan, em colaboração com a farmacêutica Valneva. A aplicação é feita em dose única e tem como objetivo estimular a produção de anticorpos contra o vírus da chikungunya.
Ensaios clínicos apontaram que cerca de 99% dos aproximadamente 4 mil voluntários participantes desenvolveram anticorpos neutralizantes, demonstrando elevada resposta imunológica.
Quem pode se vacinar em Sete Lagoas
No município, a vacinação será destinada a pessoas com idade entre 18 e 59 anos, residentes em Sete Lagoas. O imunizante não é indicado para gestantes, lactantes, imunocomprometidos, usuários de medicamentos imunossupressores, pessoas com duas ou mais comorbidades ou com doenças crônicas descompensadas, além de indivíduos com histórico de alergia a componentes da vacina.
A aplicação também deverá ser adiada em casos de febre ou para quem teve diagnóstico de chikungunya nos últimos 30 dias. Não é recomendada a administração simultânea com outras vacinas.
Ações e investimentos contra arboviroses
A Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES-MG) investe cerca de R$ 210 milhões por ano em ações de prevenção, vigilância e assistência relacionadas a doenças como dengue, zika e chikungunya.
Somente em 2025, foram aplicados R$ 23,6 milhões em medidas emergenciais, além do repasse de R$ 35,1 milhões a consórcios intermunicipais. O Estado também antecipou R$ 47,3 milhões para reforço de equipes, ampliação de exames laboratoriais e uso de tecnologias como drones e ovitrampas, utilizadas no monitoramento do mosquito transmissor.
Como reflexo dessas ações, Minas Gerais registrou queda de 92% nos casos confirmados de dengue em 2025, em comparação com o ano anterior.
Situação epidemiológica
Até a última sexta-feira (20), o estado contabilizava 1.001 casos confirmados de chikungunya em 2026, sem registro de óbitos. No mesmo período, foram notificados 3.678 casos de dengue, com duas mortes confirmadas, além de um caso de zika, sem óbitos.
Com a inclusão de Sete Lagoas no projeto, a expectativa é ampliar a prevenção e fortalecer a proteção da população diante do cenário das arboviroses em Minas Gerais.
Informações: Agência Minas
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