
O senador Rodrigo Pacheco (PSD-MG) informou a líderes do Movimento Democrático Brasileiro (MDB) que não pretende se filiar ao partido. A decisão foi comunicada durante um almoço realizado nesta quarta-feira (4), em Brasília.
Segundo aliados, o principal motivo é que o MDB já possui um pré-candidato ao governo de Minas Gerais, o ex-vereador de Belo Horizonte Gabriel Azevedo. Pacheco também deve disputar o cargo nas eleições de outubro, o que inviabilizaria sua filiação à legenda.
Após reuniões com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), o senador estaria praticamente convencido a entrar na disputa e liderar o palanque do governo federal em Minas Gerais.
Nos bastidores, o destino mais provável de Pacheco é o União Brasil. A articulação tem apoio do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), considerado um dos principais aliados do senador.
Atualmente no Partido Social Democrático (PSD), Pacheco negocia sua saída após o partido decidir apoiar a candidatura de Mateus Simões, atual vice-governador de Romeu Zema (Novo), ao governo de Minas.
Mesmo com apoio dentro do União Brasil, aliados de Pacheco demonstram cautela devido à possível federação do partido com o Progressistas (PP), que também tende a apoiar Mateus Simões.
A federação entre União Brasil e PP foi anunciada em abril de 2025, mas o pedido de registro só foi protocolado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) em dezembro do mesmo ano. Para entrar em vigor, o registro precisa ser aprovado pela Corte até 4 de abril.
Pacheco sempre foi apontado como o nome preferido de Lula para disputar o governo de Minas em 2026. A aproximação entre os dois se intensificou durante o período em que o senador presidiu o Senado, entre 2023 e 2025.
Apesar do incentivo público do presidente, Pacheco chegou a demonstrar resistência à candidatura e chegou a afirmar que poderia deixar a vida pública, especialmente após a escolha do então advogado-geral da União, Jorge Messias, para o Supremo Tribunal Federal (STF).
Segundo aliados, a decisão começou a mudar após um encontro com Lula em fevereiro. Desde então, o senador passou a intensificar articulações políticas em Minas Gerais e em Brasília para viabilizar sua candidatura ao governo do estado.
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