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Zema critica proposta de fim da escala 6x1 e chama medida de “populista”

Pré-candidato à Presidência, ex-governador de Minas se posiciona contra redução da jornada de trabalho proposta pelo governo federal

16/04/2026 às 14h11
Por: Redação
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Foto: O Tempo
Foto: O Tempo

O ex-governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), criticou os projetos em tramitação no Congresso Nacional que preveem a redução da jornada de trabalho com o fim da escala 6x1, modelo em que o trabalhador atua seis dias e descansa um.

Pré-candidato à Presidência da República em 2026, Zema classificou a proposta como um “remédio incorreto” e afirmou que a medida tem caráter “populista em ano eleitoral”. As declarações foram feitas na manhã desta quinta-feira (16), durante evento em São Paulo, onde apresentou diretrizes do seu plano de governo.

Para o ex-governador, a discussão sobre jornada de trabalho não ataca o principal problema da economia brasileira, que, segundo ele, está ligado à baixa produtividade e aos altos juros.

“O juros só está lá em cima porque temos um governo federal com gastança desenfreada. O governo federal não trata o problema na origem, está querendo tapar o sol com a peneira. Não vai resolver. Precisa melhorar salário e produtividade, que não melhora porque não tem ninguém investindo com essa taxa de juros tão alta”, afirmou.

Zema voltou a reforçar que, na avaliação dele, reduzir a jornada de trabalho sem atacar essas questões estruturais não traria resultados efetivos. “É um remédio incorreto e populista em ano eleitoral”, completou.

A proposta criticada pelo ex-governador é defendida pelo governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Na última terça-feira (14), o Executivo federal enviou ao Congresso um projeto de lei que prevê o fim da escala 6x1 e limita a jornada semanal a 40 horas.

Proposta alternativa

Durante o evento, Zema também apresentou uma ideia alternativa para o mercado de trabalho brasileiro. Caso seja eleito, ele pretende propor um modelo complementar à Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), com regras mais flexíveis.

A proposta permitiria que empregadores e trabalhadores definam, por acordo, diferentes formatos de jornada, conforme a atividade exercida.

“Aqui no Brasil não pode contrato desse. Não é uma reforma trabalhista, é um complemento trabalhista. É preciso ter diferenciações para as pessoas optarem”, disse.

O tema deve ganhar ainda mais destaque no cenário político nos próximos meses, com a proximidade das eleições de 2026 e o avanço das discussões no Congresso sobre mudanças nas regras trabalhistas.

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