
A investigação sobre a morte de Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão, conhecido como “Sicário”, apontado como ligado ao empresário Daniel Vorcaro, reuniu cinco laudos periciais para esclarecer as circunstâncias do caso. Foram três perícias realizadas por órgãos federais e duas por órgãos estaduais de Minas Gerais, onde ele estava preso.
Mourão foi encontrado desacordado em uma cela da Superintendência da Polícia Federal no estado, em abril, e morreu dois dias depois no hospital.
Segundo informações da própria Polícia Federal, a conclusão do inquérito é de que o detento atentou contra a própria vida. Para a corporação, não houve participação de terceiros nem pressão externa que tenha levado ao suicídio.
O processo corre em segredo de justiça, e por isso os detalhes dos laudos ainda não foram divulgados oficialmente. A expectativa é que a PF solicite a quebra do sigilo ao Supremo Tribunal Federal.
Além das perícias, a investigação também incluiu oitiva de testemunhas, pessoas próximas e análise de conversas mantidas pelo detento durante o período de custódia.
Os cinco laudos tiveram funções específicas no inquérito. O laudo toxicológico, realizado pelo Instituto Médico-Legal, analisou sangue e urina para verificar a presença de substâncias químicas ou psicotrópicas que pudessem ter influenciado o comportamento de Mourão. Já o laudo necroscópico investigou a causa da morte e possíveis lesões no corpo, buscando confirmar sinais compatíveis com suicídio ou indícios de agressão.
A perícia de local de crime, conduzida por peritos federais, avaliou imagens das câmeras de segurança da cela no momento do ocorrido. O laudo das roupas examinou as vestimentas utilizadas por Mourão — segundo informações iniciais, ele teria usado uma blusa de manga comprida fornecida na detenção para tentar se enforcar. Já a análise do celular do plantão da PF buscou identificar se o preso exerceu o direito de comunicar sua prisão e se houve algum contato externo relevante.
O relatório final da Polícia Federal será encaminhado ao ministro André Mendonça, relator do caso, que deverá enviar o material à Procuradoria-Geral da República para avaliar um possível arquivamento.
Mourão foi preso na Operação Compliance Zero, que investiga um esquema bilionário de fraudes financeiras. Segundo a PF, ele tinha papel central na organização criminosa, atuando no monitoramento de alvos, na extração ilegal de dados e em ações de intimidação.
Mesmo com a conclusão do inquérito, os bens do investigado seguem bloqueados, já que as autoridades apontam possível origem criminosa dos recursos.
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